Distúrbio pode causar até incapacidade física (Foto: Reprodução/ Facebook)

Saúde

A Chiesi, empresa farmacêutica internacional, recebeu autorização da Comissão Europeia para introdução da Lamzede® (velmanase alfa) no mercado. Essa é a primeira terapia de substituição enzimática para o tratamento não neurológico em pacientes com Alfa Manosidose leve a moderada. No Brasil, ainda não há previsão para a liberação.

Alfa Manosidose é um distúrbio ultrarraro causado pela ausência genética ou mau funcionamento da alfa-manosidase, uma enzima envolvida na quebra celular de moléculas complexas de açúcar. A deficiência leva ao acúmulo tóxico progressivo nas células de muitos tecidos e órgãos. Os sintomas mais frequentes incluem traços faciais irregulares, deficiência intelectual, distúrbios da função motora progressiva e incapacidade física, deficiência auditiva, entre outros. Velmanase alfa é administrado por meio de infusões intravenosas semanais para substituir a enzima que está em falta ou não funciona.

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Ondas sonoras podem tranquilizar hipertensos (Foto: Reprodução/SMS/Fotos Públicas)

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Além de se programar para tomar corretamente os medicamentos anti-hipertensivos prescritos pelos cardiologistas nos horários indicados e adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, os pacientes com hipertensão arterial podem incluir uma atividade prazerosa – e benéfica – na rotina do tratamento da doença: ouvir música logo após a medicação.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) constatou que a música intensifica os efeitos benéficos de anti-hipertensivos em um curto prazo de tempo após a medicação.

Os resultados do estudo, realizados no âmbito de um projeto apoiado pela Fapesp, foram publicados na revista Scientific Reports. Uma das constatações que fizeram é que principalmente a música erudita tem o efeito de diminuir a frequência cardíaca.

Refluxo pode causar problemas, como tosse e lesões (Foto: Divulgação)

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O refluxo ocorre quando o ácido do estômago retorna ao esôfago e, em alguns casos, pode chegar até a garganta, laringe ou faringe, causando lesões e sintomas como tosse seca, pigarro, dor de garganta, regurgitação do alimento e dificuldade para deglutir. O diagnóstico é dado por meio da história clínica, exame físico e exame de nasofibrolaringoscopia (ou laringoscopia).

O otorrinolaringologista e professor da Santa Casa de São Paulo, Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci, explicou que o tratamento é realizado por meio de medicações, principalmente por meio de dietas e mudanças de hábitos, e em casos mais graves, a cirurgia.

Para evitar a crise, deve-se evitar consumir alimentos gordurosos, condimentados, doces e bebidas gasosas, controlar o peso corporal, comer devagar e em pequenas porções e elevar a posição do leito ao deitar-se, colocando a cabeça mais alta que os pés.

Obesidade pode causar várias doenças, inclusive o câncer (Foto: Divulgação)

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Cerca de 15 mil casos de câncer no Brasil são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, segundo estudo realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a Universidade de Harvard e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial da Saúde. No País, mais de 400 mil casos de câncer são diagnosticados anualmente.

O excesso de peso está particularmente associado com o aumento no risco de neoplasias da mama (pós-menopausa), cólon e reto, corpo do útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide. A incidência desses 14 tipos de câncer corresponde à metade do total de casos de câncer diagnosticados por ano no Brasil.

 Diminuir consumo de açúcar não reduz possibilidade de desenvolvimento de células cancerígenas

Há anos se discute a relação entre os hábitos alimentares e o risco de câncer. O Memorial Sloan Kettering, referência para o estudo de câncer nos Estados Unidos, publicou um artigo que contesta o papel do açúcar no desenvolvimento das células cancerígenas, bem como a sua relação direta com as neoplasias.

Açúcar câncer Divulgação

Parar de consumir açúcar não faz com que células cacerígenas deixem de evoluir (Foto: Divulgação)

 

A publicação demonstra que, apesar de as células cancerígenas se alimentarem da glicose, diminuir a quantidade de açúcar ingerida não fará necessariamente que elas parem de se desenvolver, explica Marcos Belotto, cirurgião gastro-oncologista do Hospital Sírio Libanês. “Comer menos açúcar fará com que o corpo use seus recursos restantes para produzir a glicose sozinha e não impedirá o desenvolvimento das células cancerígenas”, disse. O estudo admite, por outro lado, o papel dessa substância na obesidade.

Psoríase causa doenças na pele por problemas emocionais ou hereditários (Foto: Divulgação)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na semana passada, um tratamento inédito para psoríase, doença imunológica na pele, que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros.

O Guselcumabe é o primeiro medicamento biológico que atua especificamente na proteína interleucina (IL) 23 – um dos principais mediadores inflamatórios da doença.

Desenvolvida pela Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, a terapia demonstrou potencial de proporcionar controle do tipo mais comum da doença. Sete em cada dez pacientes tratados tiveram melhora de 90% dos sinais após seis meses.

O medicamento é um anticorpo monoclonal, aplicado por injeções subcutâneas, a cada oito semanas, após duas doses iniciais. Agora, o produto passará por processo de aprovação de preço na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).   

Doença já tinha índices altos em 2010, segundo pesquisa (Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/ AE)

Saúde

A microcefalia passou a ser destaque nos noticiários brasileiros após a epidemia de zika, em 2015, quando foi constatado que o vírus é fator de risco para a anomalia. Entretanto, ao analisar a prevalência da microcefalia, em 2010, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) consideram que a doença já era endêmica e passou para o status de surto com o vírus zika. Os resultados foram publicados na revista Pediatrics Official Journal, periódico oficial da Academia Americana de Pediatria. O estudo avaliou 6.174 crianças nascidas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e 4.220 em São Luís, capital do Maranhão, de janeiro a dezembro de 2010. Desses, 3,5% dos recém-nascidos de São Luís e 3,2% de Ribeirão Preto nasceram com microcefalia.

 “Desequilíbrio” no cérebro de autistas é tema de pesquisa

A dificuldade de interação social é uma das principais características do autismo, transtorno que afeta milhares de crianças no País e que, atualmente, é alvo de dois estudos que buscam uma abordagem terapêutica inédita para o problema. As novas linhas de pesquisa apontam para a possibilidade de que o cérebro do autista produza substâncias em desequilíbrio e que isso poderia ser corrigido com medicamentos. Nenhum dos estudos indica ou promete cura, mas revela novos caminhos de tratamento associados às terapias comportamentais já indicadas. Um desses estudos obteve, em fevereiro, autorização da agência de vigilância sanitária norte-americana, a FDA, para ter seus testes avaliados pelo órgão de forma prioritária, dada a inovação do trabalho e o ineditismo da droga proposta. Desenvolvida pela farmacêutica Roche, a pesquisa identificou que a vasopressina, um dos hormônios associados ao medo, funciona de forma diferente nos autistas, prejudicando a interação social.

Fonoaudiologia melhora comunicação na esquizofrenia

A dificuldade de comunicação é um dos principais sintomas que atinge as pessoas com diagnóstico positivo para a esquizofrenia. No entanto, uma intervenção fonoaudiológica em grupo se mostrou um recurso eficiente para melhorar a situação de pessoas com a doença, segundo estudo da pesquisadora Ariana Elite dos Santos, realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Segundo especialistas, esses indivíduos podem apresentar um discurso desorganizado, sem sentido e até mesmo incompreensível, com respostas curtas e, geralmente, sem desenvolvimento dos assuntos. “Medidas que auxiliem no sentimento de pertencimento, de inserção no meio onde vivem, podem ser fundamentais para essas pessoas, pois o abalo da comunicação afeta as relações de tal forma que elas deixam de ir em festas, visitar os familiares e podem, inclusive, abandonar o trabalho e os estudos”, disse Ariana.

*Com informações da Agência Estado

Apesar de ficar contrariada no início, cantora aprovou resultado do tratamento no final (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Iggy Azalea contou, em entrevista à Billboard, que teve de lidar com problemas psicológicos no ano passado, antes de gravar seu novo álbum, Surviving the Summer, e seus amigos fizeram uma intervenção para ela procurar tratamento adequado. O álbum está em fase de produção e será lançado ainda neste ano. 

Ela foi convidada para ir até o Arizona, nos Estados Unidos, pensando que iria gravar o CD com a gravadora Philymack, que é liderada por artistas como Demi Lovato e Nick Jonas.

"Eu pensei que eu estava indo para lá para falar sobre uma outra coisa. Eles ficaram tipo, 'nós precisamos sair desse lugar'", disse Iggy. 

Ela disse que o convite na verdade era uma intervenção, para que ela lidasse com seus problemas de raiva e saúde mental.

"Eles disseram: 'Nós achamos que você é muito talentosa e pode ir para o estúdio e fazer hits o dia todo, mas nós não sabemos se, caso alguma pessoa fale algo de você, você falaria alguma coisa e teria uma reação que poderia arruinar um acordo com alguma marca. Nós precisamos que você vá e fala com essas pessoas e tenha certeza de que você está mentalmente preparada para sair com músicas novas'. Eu não queria ir, eu não gostei da ideia de ser mandada para algum lugar. Eu fiquei p**a", relembra Iggy.

Os amigos dela realmente insistiram para que ela fosse para uma clínica, e ainda ofereceram que parte do programa de tratamento fosse realizada em Los Angeles, cidade onde Iggy mora. Após muita insistiência, ela percebeu que o pedido de sua equipe poderia fazer bem para ela. A cantora inclusive se espelhou em Demi Lovato, sua amiga de longa data, e pensou em como os tratamentos haviam lhe feito bem.

A artista então concordou em fazer o tratamento, e passou duas semanas no Arizona passando por diversos médicos. Iggy conta que passar por isso ajudou-a a manter mais controle sobre suas reações e sobre seu humor e ela garante que não vai mais comprar brigas nas redes sociais, como ela já havia feito antes.

"Eu realmente nunca me sentei e tive uma conversa honesta com pessoas profissionais. Foi bom falar algo para alguém que poderia me dar ferramentas e informação sobre como eu poderia administrar melhor a minha vida quando eu estou sentindo essas coisas. Então foi muito útil, eu fiquei feliz por ter ido", concluiu.

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