Obesidade pode causar várias doenças, inclusive o câncer (Foto: Divulgação)

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Cerca de 15 mil casos de câncer no Brasil são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, segundo estudo realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a Universidade de Harvard e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial da Saúde. No País, mais de 400 mil casos de câncer são diagnosticados anualmente.

O excesso de peso está particularmente associado com o aumento no risco de neoplasias da mama (pós-menopausa), cólon e reto, corpo do útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide. A incidência desses 14 tipos de câncer corresponde à metade do total de casos de câncer diagnosticados por ano no Brasil.

 Diminuir consumo de açúcar não reduz possibilidade de desenvolvimento de células cancerígenas

Há anos se discute a relação entre os hábitos alimentares e o risco de câncer. O Memorial Sloan Kettering, referência para o estudo de câncer nos Estados Unidos, publicou um artigo que contesta o papel do açúcar no desenvolvimento das células cancerígenas, bem como a sua relação direta com as neoplasias.

Açúcar câncer Divulgação

Parar de consumir açúcar não faz com que células cacerígenas deixem de evoluir (Foto: Divulgação)

 

A publicação demonstra que, apesar de as células cancerígenas se alimentarem da glicose, diminuir a quantidade de açúcar ingerida não fará necessariamente que elas parem de se desenvolver, explica Marcos Belotto, cirurgião gastro-oncologista do Hospital Sírio Libanês. “Comer menos açúcar fará com que o corpo use seus recursos restantes para produzir a glicose sozinha e não impedirá o desenvolvimento das células cancerígenas”, disse. O estudo admite, por outro lado, o papel dessa substância na obesidade.

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Além de evitar alimentos gordurosos, crianças devem fazer duas horas e meia de atividades físicas por semana (Foto: Divulgação)

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Diabetes, colesterol elevado, pressão alta, problemas cardíacos, estresse, depressão. Problemas de gente grande que cada vez mais têm chegado ao cotidiano de crianças e adolescentes por conta da obesidade infantil, que cresceu drasticamente.

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Imperial College de Londres, mostram que o contingente de obesos nessa faixa etária chegou a 124 milhões em 2017, número dez vezes maior se comparado aos 11 milhões da década de 1970. No Brasil, os indicadores não são animadores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças está fora do peso recomendado para a idade.

Vários aspectos costumam ser levados em conta. Entre eles estão o peso da mulher durante a gestação, o peso da criança ao nascer, o tipo de parto, a presença ou ausência do aleitamento materno, a alimentação nos primeiros mil dias (contando gestação e os primeiros dois anos), se houve alimentação complementar após o aleitamento materno e a rotina da educação alimentar a partir de então. Em alguns casos, fatores genéticos e o uso de determinados medicamentos também influenciam.

No entanto, na maioria das vezes, o aumento se deve a uma alimentação inadequada associada a pouca – ou nenhuma – prática de atividade física. “A atividade física vai muito além do controle de peso, pois é importante para a promoção da saúde como um todo”, afirma o pediatra Hugo Ribeiro, especializado em Gastroenterologia e Nutrologia.

Outro equívoco é culpar determinados alimentos quando se fala em ganho de peso e, muitas vezes, abolir até o café da manhã da dieta. “O alimento não pode ser considerado mau. O que de fato existem são dietas más. O importante é ter moderação, diversidade e proporcionalidade”, explica.

Exemplo vem dos pais

A educação alimentar nos primeiros anos é primordial, não só para garantir o peso corporal adequado, como também para prover o corpo dos nutrientes necessários. O papel dos responsáveis na rotina dos pequenos é fundamental. “Pais com hábitos inadequados inserem a criança nesse cenário e isso é um grande risco”, diz o nutrólogo Caiaque Souza, da Clínica da Obesidade. O segredo para manter o equilíbrio, de acordo com o especialista, é manter a alimentação balanceada, evitando ao máximo açúcares, gordura saturada, sal e itens industrializados.

Criança saudável, adulto também

Mais do que promover a perda de peso, a prática de atividade física promove a melhoria motora e cognitiva das crianças. Principalmente se a mesma for inserida no cotidiano dos pequenos de maneira lúdica. “Uma criança saudável, que gosta de se movimentar, se tornará um adulto saudável, e não sedentário. É uma mudança no estilo de vida”, afirma a professora italiana Caterina Pesce, que, junto com o grupo Ferrero, traz para o Brasil a metodologia Joy of Moving. A iniciativa consiste em trabalhar com jogos físicos que demandam poucas ferramentas e podem ser feitos em espaços reduzidos junto a outras crianças e adultos. 

Calculo para verificar o peso ideal

 Uma das ferramentas utilizadas para saber se a criança está ou não dentro do peso ideal é calcular o Z-IMC. Para isso, é necessário ter em mãos dados como sexo da criança, idade, peso e altura. A medida pode ser feita por meio do site www.abeso.org.br/atitude-saudavel/z-imc-criança.

Medicamento deixa o sistema imunológico mais forte (Foto: Reprodução/ Facebook)

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O pembrolizumabe, medicamento que usa o sistema imunológico para combater o câncer, pode dobrar a expectativa de vida de pacientes com um tipo específico da doença que, neste caso, acomete o pulmão: o NSNSCLC. Esse tipo de tumor responde por cerca de 55% dos cânceres de pulmão.

Os resultados foram publicados segunda-feira, 16, no New England Journal of Medicine. A droga foi combinada com quimioterapia. Os 616 pacientes não haviam recebido qualquer tratamento anterior. Os tratados com pembrolizumabe e quimioterapia tiveram reduzidos 51% no risco de morte. O medicamento já é aprovado nos Estados Unidos para o tratamento do câncer de pulmão, com base em estudo anterior.

Distúrbio pode causar até incapacidade física (Foto: Reprodução/ Facebook)

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A Chiesi, empresa farmacêutica internacional, recebeu autorização da Comissão Europeia para introdução da Lamzede® (velmanase alfa) no mercado. Essa é a primeira terapia de substituição enzimática para o tratamento não neurológico em pacientes com Alfa Manosidose leve a moderada. No Brasil, ainda não há previsão para a liberação.

Alfa Manosidose é um distúrbio ultrarraro causado pela ausência genética ou mau funcionamento da alfa-manosidase, uma enzima envolvida na quebra celular de moléculas complexas de açúcar. A deficiência leva ao acúmulo tóxico progressivo nas células de muitos tecidos e órgãos. Os sintomas mais frequentes incluem traços faciais irregulares, deficiência intelectual, distúrbios da função motora progressiva e incapacidade física, deficiência auditiva, entre outros. Velmanase alfa é administrado por meio de infusões intravenosas semanais para substituir a enzima que está em falta ou não funciona.

Quando o câncer de rim é descoberto muito tarde, pode haver metástase e indicação de tratamento com imunoterápicos (Foto: Divulgação)

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Nem sempre a descoberta de uma doença vem acompanhada com dores, incômodos e mal-estar generalizado. Em alguns casos, ela se desenvolve de forma silenciosa, sem apresentar grandes sintomas, e acaba vindo à tona somente durante um exame de rotina. Isto é o que geralmente costuma ocorrer entre os portadores de câncer renal (câncer de rim). Essa patologia atinge 3% da população brasileira, sendo a maioria composta por adultos na faixa dos 40 a 60 anos.

Geralmente, os indícios de que algo não vai bem incluem sangue na urina, dor nas costas e no abdome (mais precisamente na região dos flancos) e até mesmo o surgimento de um nódulo ou massa palpável na região abdominal. “Em 80% dos casos, a doença é diagnosticada não por conta do sintoma, mas sim devido à realização de exames que o paciente está fazendo por alguma outra razão”, descreve o urologista Alexandre Cesar, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e médico do Hospital de Amor de Barretos.

O exame que costuma detectar alterações é o ultrassom de abdome total e o ultrassom de rins. O exame de urina também é indicado para averiguar se o rim está funcionando devidamente. Caso seja visibilizada qualquer anormalidade, são realizados novos exames e, se confirmada a presença do tumor, o paciente é submetido a avaliações mais específicas para detectar onde a doença está confinada, quais regiões foram afetadas e se houve metástase para outros órgãos.

“O tratamento vai depender muito do caso. Quando a doença está localizada em um rim, o tratamento na maior parte das vezes é cirúrgico, com a remoção do tumor e preservação do rim. Em determinadas situações, contudo, não é possível manter o rim afetado e a remoção do órgão é total”, explica o Dr. Cesar. Após a cirurgia, o tratamento vai depender se existem sinais da doença em outros locais do corpo ou não. “Se for localizado e só a cirurgia resolver, o paciente, após o procedimento, é submetido a acompanhamento constante, a cada seis meses”, diz. Vale lembrar que o corpo humano consegue sobreviver com somente um rim, caso este esteja em perfeito estado.

Fatores de risco – Entre as condições que favorecem o desenvolvimento deste tipo de tumor estão as doenças renais, pressão alta, hipertensão, tabagismo, obesidade, uso abusivo de diuréticos e determinadas doenças genéticas. Pessoas que fazem hemodiálise (por conta do mau funcionamento dos rins) também têm maior risco de desenvolver nódulos renais. “O grande desafio é descobrir cedo e tratar cedo. Quando descoberto muito tarde pode haver metástase e indicação de tratamentos imunoterápicos. Por isso, é importante pensar na saúde preventivamente, fazer o checape e tomar iniciativas buscando sempre a busca pela saúde e não só ir ao médico quando fica doente”, afirma o Dr. Marcos Alexandre Vieira, nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim. Segundo ele, em casos mais avançados, é importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por nefrologista, urologista, oncologista, além de profissionais como psicólogos e nutricionistas. “É importante que o paciente encontre o equilíbrio para tratar e enfrentar esta situação”, diz

Da Vida Real Para Ficção

Recentemente, o assunto câncer renal veio à tona, devido ao drama enfrentado por Adriana, personagem interpretada por Julia Dalavia em O Outro Lado do Paraíso, novela das 21h da Globo. Na trama, ela foi diagnosticada com a doença após exames realizados por conta de um acidente automobilístico. Nos próximos capítulos, além da hemodiálise, ela terá de realizar um transplante de rim, pois, só assim, sobreviverá. Na vida real, no entanto, o procedimento não pode ser feito tão rapidamente. “O paciente tem de estar bem e sem evidência de câncer por, no mínimo, dois anos para realizar o transplante. Ele tem de ser tratado primeiro. Ninguém opera, tira o rim e já coloca outro”, enfatiza o Dr. Alexandre Cesar.

Consumo de alimentos processados aumenta em 34% risco da doença (Foto: Reprodução/Pixabay)

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 Segundo o Instituto de Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em mulheres, e o terceiro mais comum em homens.

Um estudo publicado na revista científica Jama Oncology detectou que o alto consumo de alimentos inflamatórios aumenta em 32% o risco da doença.

O Índice de Massa Corporal (IMC) e o consumo de álcool também foram levados em consideração. Para Marcos Belotto, gastro-oncologista dos Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, a descoberta preocupa.

Prezados amigos, recentemente li um magnífico artigo do Dr. Fernando Maluf, oncologista clínico, sobre o câncer de próstata, que segue abaixo.

“O desenvolvimento do câncer de próstata está relacionado, sobretudo, ao envelhecimento masculino. Embora a doença possa ser diagnosticada em homens jovens, inclusive com menos de 40 anos, o risco aumenta significativamente após os 50, correspondendo a 40% dos tumores nessa faixa etária. A idade média dos homens diagnosticados é de 69 anos.

Depois do câncer da pele, ele é o tumor maligno mais comum no sexo masculino, representando cerca de 10% de todos os cânceres diagnosticados no mundo. Felizmente, apesar da incidência crescente, observa-se um declínio das taxas de mortalidade, que diminuíram 40% nos últimos 15 anos nos países desenvolvidos. Essa redução se deve, principalmente, ao diagnóstico precoce e ao aperfeiçoamento das formas de tratamento.

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