Consulta com especialista é o caminho para decidir sobre vacinação (Foto: Divulgação)

Saúde

Muitas mulheres diagnosticadas com endometriose têm dúvidas se podem tomar a vacina da febre amarela porque ouviram falar que se trata de uma doença autoimune. Mas, não é bem assim. Segundo o cirurgião ginecológico, especialista no tratamento clínico e cirúrgico da endometriose, Dr. Edvaldo Cavalcante, atualmente, há evidências levantadas por estudos científicos de que nas mulheres afetadas pela doença parece haver produção de autoanticorpos, disfunção de linfócitos T e B, exacerbação das citocinas inflamatórias.

A recomendação é verificar junto ao seu médico seu estado de saúde e confirmar ou descartar a presença de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, doenças da tireoide. Na ausência delas, ou ainda de gravidez, a mulher pode tomar a vacina e ficar tranquila.

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Epidemia da febre amarela causa efeito dominó na saúde (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Saúde

Devido ao surto de febre amarela entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, na Grande São Paulo, o estoque de doação de sangue ficou defasado: 60% abaixo do necessário.

Em entrevista exclusiva ao Metrô News, o responsável pela Fundação Pró-Sangue, Dr. Carlos Roberto Jorge, que administra as bolsas de sangue do Estado de São Paulo, disse que a situação ainda é muito crítica no estoque.

Na semana retrasada, a instituição informou que estava com 60% menos sangue do que o ideal. “A situação sempre foi difícil, mas hoje está muito ruim. Os primeiros meses do ano já contam com poucas doações, mas, com a vacinação contra a febre amarela, isso se agravou”, disse.

Após a imunização, deve-se contar quatro semanas para que o doador se torne apto novamente a contribuir com a fundação. “Tem gente precisando de sangue agora, neste exato momento. Não deixe para doar amanhã, salve uma vida hoje”, disse. Para saber mais e onde doar: www.prosangue.sp.gov.br.

Quem mora em áreas de risco deve se imunizar o quanto antes (Foto: Rodrigo Nunes/MS/ Fotos Públicas)

Saúde

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou hoje (19) que, desde janeiro deste ano, foram registrados 74 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 33 mortes.

O maior número de casos ocorreu em Valença, no centro-sul do estado: 17, com seis mortes. Angra dos Reis, na Costa Verde, registra 12 casos, sendo sete óbitos. Teresópolis e Nova Friburgo, na região serrana, têm nove e sete casos, respectivamente, com cinco e três óbitos.

Ainda na região serrana fluminense, Sumidouro apresenta seis casos, com duas mortes, e Cantagalo, cinco casos, com três óbitos. Outros municípios em que foram registrados casos de febre amarela são Petrópolis (um caso); Miguel Pereira (um caso e um óbito); Duas Barras (quatro casos); Rio das Flores (três casos e duas mortes); Vassouras (um caso); Paraíba do Sul (um caso e um óbito); Carmo (dois casos, uma morte); Maricá ( dois casos, um óbito); Paty do Alferes (um caso); Engenheiro Paulo de Frontin (um caso, um óbito); Mangaratiba (um caso).

O boletim epidemiológico revela que foram confirmados 10 casos de febre amarela em macacos, nas cidades de Niterói, Angra dos Reis (na Ilha Grande), Barra Mansa, Valença, Miguel Pereira, Volta Redonda, Duas Barras, Paraty, Engenheiro Paulo de Frontin e Araruama.

A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou, mais uma vez, que os macacos não transmitem febre amarela. A doença é transmitida pela picada de mosquitos. A recomendação para a população é que, se encontrar macacos mortos ou doentes, que mostrem comportamento anormal, estejam afastados do grupo ou com movimentos lentos, informe o mais depressa possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a secretaria, as pessoas que ainda não se vacinaram devem buscar um posto de saúde próximo de casa para serem imunizadas.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde leva em consideração o Local de Provável Infecção (LPI).

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, números de casos em 2018 são menores do que os de 2017 (Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Saúde

O Instituto Evandro Chagas apresentou nesta quinta-feira (15), durante coletiva de imprensa no Ministério da Saúde, pesquisa que aponta que o mosquito Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático, está suscetível ao vírus da febre amarela em ambiente silvestre ou rural. Mosquitos infectados foram capturados, no ano passado, em áreas rurais próximas aos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. O instituto é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.

Diretor do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos explicou que, se houver transporte do inseto para áreas urbanas, o mosquito pode vir a servir de vetor de ligação entre os dois ciclos possíveis da doença no Brasil: o ciclo urbano, que não tem sido mais registrado no país desde a década de 40, e o silvestre, que é o responsável pelas transmissões atuais. Essa possibilidade, no entanto, ainda não está confirmada.

“Em princípio, é uma evidência. A gente não pode falar em risco ainda pelo encontro do vírus nesse mosquito Aedes albopictus. Ele é um mosquito que, por sua filogenia, é mais silvestre que urbano ou periurbano. Como ele se adapta bem às áreas florestais, ele pode ter sido infectado por macacos, mas não se sabe ainda qual é a capacidade vetorial dele”, afirmou Vasconcelos.

Agora, o instituto deve trabalhar na avaliação dessa capacidade, pois apenas a presença do vírus não significa que o Aedes albopictus tenha adquirido o papel de vetor da febre amarela. Também será estudado, nos próximos dois meses, se mosquitos do gênero continuam apresentando presença do vírus nas cidades mineiras inicialmente investigadas.

A possibilidade desse mosquito atuar como transmissor intermediário já era investigada, dado que papel semelhante é exercido por várias espécies de Aedes na África, continente que ainda registra também a febre amarela urbana. “O encontro do vírus no mosquito, por si só, não autoriza a ninguém a afirmar que ele seja um transmissor da febre amarela, porque vários mosquitos são encontrados na floresta infectados, mas somente o [Aedes] haemagogus e sabethes é que são os transmissores da febre amarela silvestre”, de acordo com pesquisas já confirmadas.

O ministro Ricardo Barros avaliou que a descoberta “mostra que temos sido diligentes na busca de fatos novos e de entender por que houve aumento de casos [de febre amarela] no ano passado”. Para ampliar o escopo do estudo e a capacidade de avaliação, o ministério aprovou a realização de uma força-tarefa de captura de mosquitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

“Nós esperamos ter o cuidado e a cautela, como tivemos sempre, de averiguar todas as possibilidades, para que nós possamos controlar todos os episódios de febre amarela no Brasil”, acrescentou Barros. Ele também destacou a importância de a população manter-se vigilante e no combate ao já conhecido Aedes aegypti, que até as primeiras décadas do século 20 foi responsável por transmitir a febre amarela no ambiente urbano.

Número de casos

Na coletiva, o ministro descartou a ocorrência de epidemia de febre amarela neste momento e reiterou que não há registro de febre amarela urbana. O número de casos da doença é, inclusive, menor do que no ano passado. Entre 1° de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram 407 casos confirmados no Brasil. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período do ano passado, foram 532 ocorrências.

Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros.

Mudanças impostas pelo Estado de São Paulo prejudicaram crianças autistas (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Opinião

A insensibilidade do governo estadual ao impor exigências sem diálogo prejudicou mais de 2,5 mil alunos autistas de escolas conveniadas. Ao alterar edital às vésperas do início do ano letivo, o governador Geraldo Alckmin condicionou o repasse de recursos sem garantir o devido tempo para estabelecimentos se readequarem.


As mudanças desrespeitaram e afetaram alunos, pais e unidades credenciadas. Publicado no final de janeiro, algumas escolas não puderam retomar as atividades. Entre as justificativas para melhorar a estrutura e cumprir orientação do Tribunal de Contas do Estado, ficou a dúvida sobre o propósito em cortar o atendimento às crianças especiais.


Pais, educadores e apoiadores se manifestaram contra as medidas e a interrupção de aulas e atividades multidisciplinares e pediram a revogação do decreto. Decisão da Justiça determina que o Governo garanta o transporte e pagamento às conveniadas, entre R$ 1,2 mil e R$ 1,7 mil por aluno, conforme o tempo de permanência.


São apenas 25 escolas conveniadas e o Governo não pode prejudicar o atendimento. Ninguém é contra o avanço da qualidade. Mas aulas adequadas, atividades individuais, rotina escolar e a contínua preparação de autistas para sua autonomia são fundamentais. Não podem ser interrompidas abruptamente sob qualquer pretexto.


A necessidade de educadores especializados, uniforme, alimentação, material escolar e de higiene precisa de um repasse justo. Exigir, sem contrapartida do Estado, só deixa o aluno autista desassistido. Todo tratamento tem métodos e procedimentos específicos elaborados por uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento progressivo.


O Governo mostra a visão rasa sobre os aspectos socioeducativos. Como sempre, apega-se às questões burocráticas para se justificar e interdita e viola direitos, sem propor um sistema educacional público e inclusivo, com o qual educação, terapias e convivência universal com as diferenças sejam garantidas a todos alunos.

*Edmilson Souza é professor de História, educador e vereador em Guarulhos

Atriz foi um dos principais nomes do humor da Globo nos anos 90 e 2000 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Convivendo há anos com esclerose múltipla, a atriz e comediante Claudia Rodrigues voltou a ser internada, ontem, no centro médico Cevisa, em Engenheiro Coelho (SP) após complicações da doença. Ela teve falta de audição e visão e ainda falou algumas coisas desconexas e precisou ser internada às pressas.


Em entrevista ao portal UOL, a empresária da artista, Adriane Bonatto, informou que Claudia sofreu um surto e não conseguia nem caminhar. De acordo com ela, não há previsão de alta para a atriz. Em junho, ela foi internada para tratamento de reabilitação de células-tronco e só foi liberada em janeiro.


A carreira de Claudia é bastante conhecida, já que ela foi um dos principais nomes dos programas de comédia da Globo. Ela passou, por exemplo, por “Sai de Baixo”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”. Além desses, ela foi protagonista na série “A Diarista”, entre 2004 e 2007.

UBSs estão ficando vazias (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Ao comparar as duas vezes em que a Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela foi intensificada na cidade de São Paulo, percebe-se que houve uma grande queda na procura pelas doses da imunização nos chamados “Dia D”.

Se, em 3 de fevereiro, quando a população fazia fila nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), 144.214 pessoas foram imunizadas, a busca caiu vertiginosamente para 47.374 cidadãos no último sábado, 17. Houve uma queda de 67%.

A meta estabelecida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é de vacinar toda a população dos distritos de risco, cerca de 3 milhões de habitantes, e apenas 43% desta população foi imunizada. De acordo com a pasta, 1,7 milhão tomaram as doses (1,6 milhão fracionadas e 53 mil a padrão).

Para o médico sanitarista Rodolpho Telarolli Junior, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, isso ocorreu porque as pessoas se esqueceram dos riscos. “Antes, quando o assunto estava na televisão todos os dias, as filas eram enormes”, afirmou. “A importância da vacinação continua. É uma doença com sintomas complicados e de difícil tratamento.”

O biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, destacou que a maior imunização pode combater o vírus. “Com mais gente vacinada, criamos uma barreira natural para que o vírus não consiga se alastrar mais do que ele já conseguiu”, disse. (Raphael Pozzi)

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O plantel da Seleção daquele ano contava com: Martim Silveira, Pedrosa, Aramandinho, Tinoco, Luiz Luz, Canalli, Sylvio Hoffman, Waldemar de Brito, Leonidas da Silva, Patesko, Luizinho (Foto: Reprodução CBF)

Copa 2018

O "Gran Parque Central", estádio do Nacional Club (Uruguai), foi palco do primeiro jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (Foto: Reprodução/ Site Nacional Club)

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Técnico superou Picerni e Telê Santana nos anos 80 (Foto: Reprodução/Twitter Fifa)

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Bruna caiu em pegadinha de editora (Foto: Reprodução/Instagram)

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É necessário garantir a acessibilidade e banir o preconceito (Foto: Jaelson Lucas/SMCS/Fotos Públicas)

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PF apreendeu R$ 200 mil na casa do senador Ciro Nogueira nesta terça-feira, 24 (Foto: Reprodução/Facebook Ciro Nogueira)

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