Voz de vereadora morta deve ecoar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

O Brasil vive há muito tempo de lutas e lutos. A maioria no silêncio de estruturas dominantes, responsáveis por tentar calar vozes que se impõem em um país que não garante a vida, dignidade e a livre expressão de oprimidos.

A democracia foi sequestrada e direitos eliminados. Instituições estão dominadas e a intervenção militar no Rio de Janeiro, com a consequente execução da vereadora Marielle Franco, que também vitimou Anderson Gomes, são componentes atuais e emblemáticos.
A força é imposta em um consenso dominador. Com ela, vem a opressão aos que se opõem e aos pobres criminalizados, todos tratados como inimigos, seja com desprezo, ódio ou comoção. Cada qual, no seu tempo e dose, manipulado pela mídia neste trágico ambiente.


Envolvidos por injustiça, desigualdade e violência, oprimidos reproduzem discursos, preconceitos e ódios de opressores contra os iguais, sem consciência disto. A vida é banalizada no campo e nas periferias, onde o Estado não garante condições plenas à existência.
O silêncio não é eterno e o grito de excluídos não será calado. Ações efetivas à transformação são o desafio, mesmo em tempos sombrios no estado de exceção e terror. Intimidar, aniquilar ou capturar mentes e corpos, ocultando indignações, lutas e ideais, ampliam o domínio.


A criminalização da política e o combate seletivo à corrupção seguem a lógica. Justiçamento e prisões potencializam o ódio. De bonecos enforcados em manifestações, chegamos às tragédias, como a de Marielle, e estatísticas nefastas.
O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos apurou 124 ativistas mortos, entre janeiro de 2016 e agosto de 2017. Foram indígenas, sem-terra, favelados, defensores sociais, mulheres, homens..., que cruzaram o caminho do sistema articulado.


A ameaça não é velada e a resistência precisa ser clara e prática. O medo não pode sobrepor a esperança, a justiça, a tolerância e a igualdade. O Brasil não suporta mais este contexto, mesmo quando vozes não se calam, multiplicam-se e ecoam.

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