Encontros entre líderes das duas nações ocorre desde a Guerra da Coreia, há mais de 60 anos (Foto: Evan Vucci/AE)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 12, que teve um dia "muito intenso", no encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em Cingapura. Trump disse que as duas partes assinaram "um documento muito abrangente", que prevê o fim das armas nucleares na Península Coreana, mas ressaltou que por enquanto as sanções contra o regime de Pyongyang seguem em vigor.

"Estamos preparados para iniciar um novo capítulo entre nossas nações", disse Trump durante entrevista coletiva, ainda em Cingapura. Segundo ele, o governo americano segue atento aos passos da Coreia do Norte, mas o acordo é um esforço válido para buscar a paz. Trump ainda comentou que a Guerra da Coreia "em breve será encerrada". O confronto entre as Coreias, que foi de 1950 a 1953, terminou em um armistício, não com um acordo de paz formal, o que o presidente americano sugeriu que pode agora conseguir.

O líder americano afirmou que, como um gesto de boa vontade com a Coreia do Norte, os EUA deixarão de realizar exercícios militares na região, uma demanda antiga do regime norte-coreano. Ele admitiu que esses exercícios são "uma situação de provocação" e disse que o fim deles permitirá economizar milhões de dólares, mas ressaltou que não será reduzida a capacidade nuclear. Lembrou ainda deseja retirar soldados do exterior e levar de volta aos EUA, mencionando os milhares de militares americanos atualmente na Coreia do Sul.

Trump enfatizou que o acordo com a Coreia do Norte será alvo de verificações, que devem contar com a participação de americanos e de especialistas de outros países. "Kim iniciará um processo que tornará as pessoas muito felizes e seguras", disse. O presidente anunciou que o regime norte-coreano já concordou em destruir um grande local de testes de motores de mísseis e em fechar seus locais de testes nucleares.

Questionado sobre prazos, Trump apontou que isso não está ainda fechado. Segundo ele, os norte-coreanos começarão "imediatamente" a destruir suas armas nucleares. Trump disse que cientistas explicam que esse processo pode levar bastante tempo, mas que as sanções podem começar a ser retiradas assim que a Coreia do Norte chegar a um ponto em que não possa mais recuar da iniciativa. "Vamos retirar sanções assim que percebermos que as armas nucleares já não têm efeito."

O presidente disse também que ainda não houve tempo para fechar um acordo sobre detalhes a fim de acabar com as armas nucleares com Kim. De acordo com Trump, será provavelmente necessário realizar mais um encontro com o líder norte-coreano para tratar de detalhes da iniciativa. Ele disse ainda que, na próxima semana, autoridades americanas devem discutir com Pyongyang como colocar as mudanças em prática. "Não se pode garantir nada, mas posso dizer que a Coreia do Norte quer fazer o acordo."

O presidente disse ainda que desenvolveu uma relação "muito boa" com Kim, durante o encontro. Além do que consta no documento final assinado, outros temas foram negociados, explicou. Trump agradeceu aos líderes de Coreia do Sul, Japão e China por seu envolvimento para que houvesse avanços no diálogo com Pyongyang.

Perguntado sobre a questão dos direitos humanos na Coreia do Norte, inicialmente Trump disse que o tema foi levantado "de modo relativamente breve" com Kim. Mais adiante, afirmou que o tema foi discutido de maneira mais prolongada, notando que a situação no país "é bastante dura, sem dúvida". De acordo com ele, a Coreia do Norte concordou em devolver os restos mortais de pessoas mortas em conflitos, como na Guerra da Coreia. Ele lembrou que essa é uma demanda antiga do Japão e que ouve frequentemente esse pedido de familiares de militares que morreram em território norte-coreano.

Sobre os custos do processo de desnuclearização, Trump disse que a Coreia do Sul e o Japão terão de ajudar e que os EUA também devem colaborar. Segundo ele, a Coreia do Norte possui um arsenal "substancial" de armas nucleares. Trump disse que pode ser que a tentativa de paz fracasse, mas se disse otimista quanto ao compromisso do regime do país asiático.

A respeito do futuro da Coreia do Norte, Trump afirmou que caberá aos norte-coreanos decidir que modelo pretendem seguir, citando que o país tem praias e poderia construir hotéis e receber clientes da região. "Pense nisso da perspectiva imobiliária", comentou ele, que fez sua carreira nos negócios como empresário no setor.

O presidente americano revelou que, na semana passada, estavam prontas novas sanções contra a Coreia do Norte, mas ele optou por não impô-las. O argumento foi de que seria "desrespeitoso" fazer isso às vésperas da cúpula com Kim.

Trump afirmou ainda que os EUA impuseram "sanções brutais" contra o Irã, após os americanos abandonarem o acordo internacional sobre o programa nuclear de Teerã. Para Trump, isso pode levar os iranianos a negociar um acordo melhor que o atual, fechado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. "O Irã é um país diferente agora do que há três ou quatro meses, não estão tão confiantes", avaliou.

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Jovem teria sofrido maus tratos da mãe, mas tal informação nunca foi confirmada (Foto: Reprodução/Facebook)

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Nikolas Cruz, o autor dos disparos na escola de ensino médio Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, sofria de depressão e já havia sido diagnosticado com autismo e déficit de atenção. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Departamento de Crianças e Famílias daquele estado do sul dos Estados Unidos. Segundo relatório do órgão, o rapaz de 19 anos, recebia tratamento psiquiátrico e usava remédios controlados desde 2016.

Na última quarta-feira (14), o garoto entrou na escola de onde havia sido expulso por mau comportamento e matou 17 pessoas com um rifle AR-15 e vários carregadores automáticos, deixando ainda 14 feridos, alguns seriamente. Ele havia sido expulso da escola no ano passado e não tinha permissão para entrar no prédio com mochilas.

Além da revelação sobre o tratamento psiquiátrico de Cruz, grandes emissoras americanas, como a NBC e CBS, apuraram que o Serviço de Proteção a Adultos na Flórida foi notificado em 2016 de que Nikolas Cruz vinha sendo vítima de abusos de sua mãe, morta em novembro do ano passado. Mas segundo as redes de TV, a denúncia foi considerada falsa, porque as investigações concluíram que ele não sofria maus tratos.

“Demônios”

A ficha sobre o rapaz o descrevia como uma pessoa vulnerável. Quando começou o tratamento psiquiátrico, Nikolas Cruz não possuía nenhuma arma. Ao comparecer à Corte, o jovem e seus advogados afirmaram que Cruz disse estar arrependido e que “algo ruim" se apoderou dele quando atirou contra os colegas. Ele disse à polícia ter ouvido vozes dentro de sua cabeça, que ele descreveu como “demônios”.

Após o massacre, foi registrada uma onda de protestos na Flórida e em vários estados americanos pedindo mudanças nas leis para promover maior rigor no controle de armas no país. O presidente Donald Trump, contudo, não defendeu a ideia do controle, mas aceitou discutir com professores e alunos sobre a segurança nas escolas. Só este ano, pelo menos 19 incidentes com armas de fogo foram registrados dentro de escolas de ensino médio nos Estados Unidos.

Presidente venezuelano afirma que Trump possui uma "agenda de agressão" (Foto: Reprodução/Facebook)

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou na segunda-feira (19) que o então candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump criticava a intromissão de Washington em assuntos internos de outros países. Maduro convidou o atual presidente americano para uma reunião, na qual seria debatida uma mudança na agenda dos EUA para o governo venezuelano.

Em sua conta no Twitter, Maduro disse que Trump fez uma campanha promovendo a não intromissão dos EUA em assuntos de outras nações. Segundo ele, o presidente deveria mudar sua "agenda de agressão" contra a Venezuela e buscar dialogar. Maduro disse que poderia se encontrar com Trump em Caracas ou Washington, o que ele preferir.

O governo Trump impôs sanções contra dezenas de altos funcionários, com o objetivo de pressionar e debilitar o poder de Maduro, após argumentar que o governo venezuelano violou os direitos humanos durante os protestos contra o regime do ano passado, quando mais de 120 pessoas foram mortas. Além disso, Washington proibiu transações com bônus emitidos pelo governo venezuelano e pela petroleira estatal PDVSA.

Durante viagem por vários países da região, o secretário do Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que Washington segue analisando a possibilidade de restringir a venda de petróleo venezuelano para pressionar mais Maduro a fim de acabar com a crise venezuelana.

Apesar da provocação de Trump, Oprah nega que vá se candidatar à presidência dos EUA (Foto: Reprodução/ Facebook)

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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter achado a apresentadora de televisão, empresária e atriz Oprah Winfrey "muito insegura", depois de ter assistido a seu programa "60 Minutes".
 

Em tuíte publicado nesta madrugada, Trump disse que Oprah fez perguntas tendenciosas aos participantes do programa e que os fatos apresentados estavam incorretos.

Rumores vêm circulando de que Oprah poderá se candidatar à presidência dos EUA em 2020 desde que ela fez um discurso contra assédio e racismo no Globo de Ouro 2018, no mês passado. Oprah nega ter planos de concorrer.

Na mensagem no Twitter, Trump também disse esperar que Oprah se candidate "para que ela seja exposta e derrotada, assim como todos os outros."

Parentes e amigos das vítimas choram após ataque (Foto:JOEL AUERBACH-ASSOCIATED PRESS-AE)

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O governo da Flórida confirmou 17 mortes devido a um tiroteio em Stoneman Douglas High School, em Parkland - uma escola de ensino médio na Florida. A polícia divulgou a identidade do suspeito, o ex-aluno da escola Nikolaus Cruz, de 19 anos, que está sob custódia policial. Ele havia sido expulso da escola por razões não reveladas até o momento.

Além das vítimas confirmadas, as autoridades afirmaram que há outros jovens feridos em hospitais, alguns em estado grave. O FBI e a polícia estão investigando quais foram as motivações para o ataque.
Em uma entrevista coletiva transmitida pelas redes de TV americanas, a polícia da Flórida disse que o jovem tinha um rifle R-15.

No Twitter, o presidente Donald Trump enviou condolências às famílias que perderam entes queridos. “Minhas orações e condolências aos familiares das vítimas do terrível tiroteio na Flórida. Nenhuma criança e professor nunca deveriam se se sentir inseguros em escolas americanas”, escreveu em sua conta.

O tiroteio foi informado à polícia por volta de 15h no horário local (18h no horário brasileiro de verão).

A escola tem cerca de 3 mil alunos de várias nacionalidades. O consulado brasileiro em Miami informou que há alunos brasileiros na escola, mas nenhum entre os feridos e vítimas.

Divulgação

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Mais uma vez, o presidente norte-americano encontra-se envolvido em polêmica. O advogado pessoal de Donald Trump, Michael Cohen, afirmou ao jornal The New York Times na terça-feira, 13, que pagou US$ 130 mil à atriz de filmes pornográficos Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels, após ela ter dito que manteve um caso com Donald Trump em 2006, quando este já era casado com a atual mulher, Melania. Cohen disse que usou dinheiro próprio para fazer isso e que não obteve reembolso da campanha de Trump à presidência nem da Trump Organization.

Stephanie Clifford conhecida como Stormy Daniels

"O pagamento para a sra. Clifford foi legal e não foi uma contribuição de campanha nem um gasto de campanha para qualquer um", afirmou o advogado em comunicado ao jornal americano. O Wall Street Journal revelou primeiro sobre a transação financeira secreta em janeiro. Cohen se posicionou com a nota após a entidade que monitora o governo chamada Common Cause entrar na Justiça com a alegação de que o pagamento poderia ser enquadrado como uma contribuição ilegal à campanha de Trump.

Internauta chegou a classificar como a "pior versão história" (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Após ser criticada por sua versão mais lenta e sexy do hino nacional dos Estados Unidos na abertura do tradicional jogo das estrelas da NBA, Fergie se desculpou formalmente pelo episódio. “Sempre tive honra e orgulho de cantar o hino nacional e eu tentei algo especial para a NBA”, afirmou a cantora de 42 anos, ex-integrante do grupo Black Eyed Peas, em comunicado.


“Sou alguém que gosta de riscos, mas claramente essa interpretação não chegou ao tom pretendido. Eu amo esse país e honestamente tentei o meu melhor”, escreveu Fergie, que fez sua interpretação do hino no domingo (18).


Nas redes sociais, a cantora foi criticada por internautas que julgaram a versão desrespeitosa com o hino americano. Outros simplesmente acharam a situação hilária. Um internauta chegou a dizer que foi “a pior interpretação da história”.

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