Fernanda Coimba vai interpretar grandes sucessos de Clara Nunes (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Armazém da Cidade, na Vila Madalena, será palco de dois shows imperdíveis. Primeiro, a cantora Fernanda Coimbra faz uma homenagem à Clara Nunes. Em seguida, é a vez da banda Prece Cósmica comemorar os 60 anos de nascimento do roqueiro e poeta Cazuza. As duas apresentações são gratuitas.


A primeira canta das 14h às 17h. Fernanda estreou seu show no Teatro Sérgio Cardoso, em julho de 2017 e agora leva para o Armazém da Cidade seu repertório, que conta com clássicos como “A Deusa dos Orixás”, “O que que a baiana tem/ê baiana”, “Morena de Angola”, entre outras.


Já às 17h é a vez do rock, com o Prece Cósmica cantando Cazuza. O show é uma homenagem aos 60 anos de nascimento do cantor e compositor e conta com suas músicas de todas as épocas, parcerias e estilos. A banda Prece Cósmica é formada por Leonardo Thulin (voz e bateria), Gustavo Lamounier (voz e guitarra) e Stefano Moliner (baixo).


O Armazém da Cidade possui acessibilidade para cadeirantes, três banheiros (sendo um com acessibilidade) e Wi-Fi gratuito. Há estacionamento conveniado no E-Park, pelo valor de R$20 o dia.


Serviço
Homenagem a Clara Nunes, com Fernanda Coimbra
Das 14h às 17h
Homenagem a Cazuza, com Prece Cósmica
Das 17h às 19h30
Armazém da Cidade
Rua Medeiros de Albuquerque, 270, Vila Madalena
Entrada Gratuita

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Cantora estava internada desde semana passada (Foto: Portal Brasil)

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A cantora e compositora Dona Ivone Lara morreu na noite desta segunda-feira, aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde a última sexta-feira (13)  no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, com um quadro de anemia.

O corpo será velado agora de manhã na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na zona norte da cidade. O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.

A Portela, outra escola tradicional de Madureira, divulgou nota chamando dona Ivone Lara de "patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira". Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.

O sambista Dudu Nobre usou o seu perfil no facebook para homenagear a artista. "Obrigado por tudo dona Ivone Lara. As bênçãos, os ensinamentos,as conversas, os sambas, a poesia. Descanse em paz, Grande Dama do Samba".

Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, "Tiê, tiê", depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio  Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.

Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.

Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, "Samba minha verdade, samba minha raiz", em 1974. Ao se aposentar da área da saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.

Entre suas composições mais conhecidas estão Sonho meu e Acreditar, ambos em parceria com Délcio Carvalho.

Artista deixou uma carta emocionante revelando o motivo de seu suicídio (Foto: Divulgação)

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Essa quinta-feira, 5, completam-se 24 anos da morte do cantor e compositor Kurt Cobain. Neste mesmo dia de 1994, o vocalista da banda Nirvana cometeu suicídio, aos 27 anos, com um tiro de espingarda, em sua casa, localizada em Seattle, grande cidade portuária do Estado de Washington, na Costa Oeste dos EUA. Ele foi encontrado apenas três dias depois.

A principal composição de Cobain foi um hit lançado em 1991 e marcou época. Smells Like Teen Spirit tem trechos calmos e leves, mas é considerada uma música de rock pesado e com guitarra e vocal bastante pesados no refrão. Com o enorme sucesso, a banda e o cantor se tornaram porta-vozes de uma nova geração do rock, o grunge.

Ele conviveu com o vício em heroína durante os anos de sucesso. Caso estivesse vivo, Cobain teria completado, em fevereiro de 2018, 51 anos. Antes de se suicidar, o astro escreveu em um bilhete que não sentia nenhuma emoção com as músicas.   

 

Ator substituiu Bruno Cardoso, que está com miocardite e ficará afastado por tempo indeterminado (Foto: Reprodução/ Facebook)

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Thiago Martins, bastante conhecido pelo seu trabalho como ator, é também músico e, no último sábado, 31, estreou como vocalista do Sorriso Maroto. Bruno Cardoso, que costumava ser o líder do grupo de pagode, foi diagnosticado com miocardite e precisou se afastar do trabalho por tempo indeterminado.

Em sua conta no Instagram, Thiago Martins compartilhou diversas fotos tiradas no show e agradeceu pelo momento. “Ontem vivi uma noite mágica em Senhor do Bonfim ao lado dos meus amigos do Sorriso Maroto”, escreveu o artista na legenda de uma das fotos postadas.

Cantor está internado desde ano passado (Foto: Reprodução/Facebook)

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O cantor Arlindo Cruz, internado desde março de 2017 por conta de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, foi transferido de hospital nesta quinta-feira, dia 1º, para continuar o seu tratamento de reabilitação.

"A Casa de Saúde São José informa que o cantor Arlindo Cruz foi transferido, na tarde desta quinta-feira, para o Hospital Placi, em Botafogo, Rio de Janeiro. Nesta etapa, o foco será a reabilitação motora, representando uma fase de transição entre o tratamento médico e o retorno para domicílio", diz o boletim médico obtido pela reportagem da Agência Estado.

A longa recuperação do sambista vem sendo divulgada pelo seu filho, Arlindinho, nas redes sociais. "Meu pai está um gato de cabelo cortado. Não estou conseguindo me conter de tanta felicidade", escreveu o também cantor quando postou a primeira foto do seu pai desde a sua internação, em janeiro deste ano.

Músico não se deixou abater com o fim do Nirvana (Foto: Maurício Nunes)

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O rock não morreu! Sim, senhoras e senhores, apesar de ser boicotado das paradas de sucesso e do aparente desinteresse das gerações mais jovens, programadas para admirar ostentação barata, letras vulgares e coreografias feitas para amestrar micos de circo, o estilo ainda respira firme e forte e tenta, aos poucos, quebrar as correntes que o aprisiona. Na falta de um Houdini para tal proeza, temos Dave Grohl, que, convenhamos, com todo respeito ao maior mágico de todos os tempos, possuiu muito mais truques na manga para prender a sua atenção.


O ex-baterista de uma das principais bandas dos anos 1990, o Nirvana, com a morte prematura de Kurt Cobain, se viu sem chão, mas pavimentou seu próprio caminho rumo ao estrelato, afinal, ninguém disse a ele que era impossível e nem tampouco foram capazes de tirar o seu melhor.


Músico autodidata e com performance excepcional, Grohl compôs as canções do primeiro álbum do Foo Fighters e o gravou sozinho, tocando todos instrumentos dentro de sua garagem. Ele nem sequer tinha uma banda, mas sim duas opções: ou entrava em depressão ou se divertia. Por sorte dele e de milhões de fãs de rock espalhados pelo mundo, a segunda venceu.


O menino de origem simples, sem formação escolar e obcecado pelo rock and roll se tornou aquilo que sempre admirou: um rock star. Sua escola foram os discos, os shows, os videoclipes, a energia e peso dos anos 1970 e total devoção aos mestres do estilo que anos depois o consagrou. O sucesso não lhe acomodou, muito pelo contrário, pois o inquieto Grohl produz os álbuns de sua banda e de outros tantos astros, faz diversas participações em discos de amigos (e são muitos), escreve, produz e dirige filmes para televisão e cinema. É praticamente dono de sua carreira, suas músicas, banda, e ainda lançou até a mãe como escritora, num livro no mínimo curioso e interessante para o qual ela entrevistou mães de rock stars, para quem sabe descobrir o segredo da essência do sucesso.


Em tempos de crise musical, quando até uma das mais icônicas marcas de guitarra do mundo, a Gibson, abre falência, Dave Grohl consegue manter o rock oxigenado, emplacando hit após hit e consolidando-se como frontman de uma das principais bandas de rock da atualidade, mesmo esta já estando há um quarto de século na estrada.


O FF esteve em SP em dois espetáculos arrasadores levando milhares de pessoas ao delírio. Afinal, estamos falando da banda que desperta tamanha paixão que fez com que mil músicos tocassem Learn to Fly ao mesmo tempo e viralizassem o vídeo só para pedir que Grohl e sua gangue tocassem na pequena cidade de Cesena, na Itália. E, é claro, depois deste pedido, aconteceu.


Os shows em São Paulo foram uma verdadeira aula de rock a céu aberto, afinal, se o coração é um livro de contos e o céu é também uma vizinhança, o astuto e irrequieto poeta Dave Grohl roubou a estrela que mais brilha, mas não se incomoda em dividir conosco, noite após noite, a sua luminosidade. O herói dos palcos de muitas gerações definitivamente não é um homem comum.

Cantor abusa de ironias e palavrões em suas canções

Cidade

De um lado os blocos gourmets de coachs empresariais ou a turma de carnavalescos engajados e politicamente corretos. Do outro, propagandas de cerveja, sem mulher de bikini porque não é moral, mas com uma quantidade imoral de milho transgênico dentro da bebida.

Para não ser esmagado pelo trem da hipocrisia do Carnaval, eis que, ouvindo um bom disco de Genival Lacerda ou Jerry Lee Lewis, embalado por whisky isento de “cereais não maltados” e discursos progressistas, está Marcelo Nova.

O homem que reinventou o rock no Brasil abusando da ironia e inclusão de palavrões na canção, inspirado pela arte marginal do bendito maldito Plínio Marcos, acaba de lançar sua biografia, que merece ser conferida por qualquer pessoa que tenha vivido a época em que jovens queriam se manifestar e não “lacrar”. 

O Camisa de Vênus vem de um tempo em que artistas eram idolatrados pela arte que produziam e não por quem levavam para a cama. Ninguém era cultuado apenas por ser gay, e nem tão pouco ignorado por isto. Era uma época em que o do it yourself estava em voga, desde que Sex Pistols havia ensinado que não era preciso ser nenhum virtuoso no instrumento para se ter atitude ou contar uma boa história.

Marcelo nasceu na terra de Raul Seixas, nosso híbrido de Elvis com Luiz Gonzaga, transgressor nato do stablishment “ouro de tolo” e inspiração de Marcelo, quando este, ainda jovem, assistiu a Raulzito e seus Panteras. Décadas depois, o fã e amigo resgatou Raul de volta ao espaço do qual nunca deveria ter saído: os palcos.

O eloquente líder da maior banda de rock dos anos 1980 transgrediu todas as regras do mercado e, com letras que misturavam poesia, ironia e palavrão, atingiu o topo do sucesso.

Com 40 anos de carreira, o baiano, já paulistano, vive na Zona Sul em um verdadeiro museu do rock. Ouso dizer o mais completo da cidade. Milhares de vinis e CDs dos principais nomes do rock, do blues e do jazz, se misturam a uma videoteca invejável e muita memorabilia, entre elas um cheque de R$ 1,80 referente ao percentual de apenas um disco vendido, de acordo com a sua gravadora.

Com 200 canções gravadas e mais de 20 álbuns, todos com o mais autêntico rock and roll, uma proeza no país do axé e do sertanejo, Marcelo já emprestou sua guitarra para Chucky Berry tocar em SP, já que é notório que o pai do rock viajava para turnês sem instrumentos ou banda. Eric Burdon, líder do Animals, gravou com o Camisa uma versão de um dos clássicos de sua banda. A lenda inglesa do rock ainda incluiu em um álbum solo duas canções do disco A Sessão sem Fim de Marcelo, e compôs uma nova em parceria com o músico.

Galope do Tempo, escrito por André Barcinski, é a edição de anos de conversas que vão de assuntos como família até histórias de sucesso e decepções que o rock e sucesso proporcionaram.

Como diria Oscar Wilde: “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.” Marcelo, para alegria dos leitores, faz jus à frase e paga o preço sem reclamar.

Niilista, não vota há 30 anos e garante que já viu o futuro e ele é passado. Na estreita e pedregosa passarela do rock, abram alas ao rei da ironia e mestre-sala da poesia, o general da banda, Marcelo Nova.

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