Denise Abreu é alvo de investigação do Ministério Público (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O prefeito de São Paulo, João Doria, agiu rápido e demitiu, nesta quarta, a diretora do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), Denise Abreu. Ela foi exonerada após a divulgação de áudio em que menciona suposta propina e favorecimento da empresa FM Rodrigues, vencedora da parceria público-privada (PPP) da Iluminação, contrato de 20 anos que vai custar R$ 6,9 bilhões.

Por meio de nota, a Prefeitura informou que Doria determinou a instauração de procedimento investigatório pela Controladoria Geral do Município sobre as declarações veiculadas pela imprensa e sobre a regularidade da PPP. “O prefeito determinou ainda que a CGM auxilie o Ministério Público no que for necessário”, diz.

Na conversa, Denise ainda mencionou que, em razão de um suposto fim da PPP, cessariam supostos pagamentos feitos pela empresa a funcionários da pasta.

Na gravação, Denise Abreu menciona que seria o último mês, porque a empresa não teria mais contrato. “Eu vou te dar os seus três. Mas a empresa FM Rodrigues não tem mais contrato e eu não vou ter como arcar daqui pra frente com isso. É o último mês. Simplesmente, não tem como”. O procurador municipal Paulo Nanini foi nomeado, ainda nesta quarta, como novo diretor do Ilume.

Denise Abreu e Ilume negam fraude em licitação 

A ex-diretora do Ilume, Denise Abreu, nega que tenha praticado qualquer irregularidade e disse que irá esclarecer “todas as acusações infundadas”.

Ela ressalta que não poderia interferir na PPP da Iluminação, pois “não teve a participação na Comissão Especial de Licitação e nem competência legal para assinar contrato”. A Prefeitura de São Paulo informou “que todas as ações da Comissão Especial de Licitação foram publicadas no Diário Oficial.”

“O consórcio Walks foi excluído do certame por ser integrado pela empresa Quaatro, controladora da Alumini, que foi declarada inidônea pelo Ministério da Transparência, o que a impede da participação de licitações e/ou firmar contratos nas três esferas do Governo.”

O Consórcio Walks disse, em nota, que seguiu à risca as exigências do edital da PPP da Iluminação. A FM Rodrigues e a WTorre não se manifestaram.

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Doria articula com DEM para disputar o governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Rede Social)

Política

Após se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.

Com o adiamento das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste ano devem renunciar até o dia 7 abril.

Doria e Maia conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana, eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse que a palavra final sobre uma eventual aliança em São Paulo será do diretório regional do DEM.

O prefeito deve almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação de Doria incomodou aliados de Alckmin.

O governador tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes. Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão governista. Tucanos paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo candidatos "natos" à reeleição - ou seja, sem a necessidade de disputar prévias.

Doria deve se candidatar ao Governo de São Paulo (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Opinião

O prefeito João Doria, embora ainda mantenha silêncio sobre a questão, está de partida precocemente da prefeitura de São Paulo. O caminho que pavimentou lentamente, e de forma muito bem pensada, pode – se tudo sair como planejou – levá-lo do Palácio Anhangabaú, sede do poder Executivo paulistano, para o Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governador deste Estado. Desta forma, em se confirmando, a Capital deve se preparar para mudanças, ainda que sutis, nos rumos da sua administração pública.


Doria terá até 7 de abril, conforme prescreve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para abrir mão do seu cargo atual, para o qual foi eleito em primeiro turno com 3.085.187 votos. Passará a batuta para seu vice, Bruno Covas. Assim, o neto do ex-governador Mário Covas poderá vir a ter dois anos e oito meses à frente da Prefeitura da maior cidade do País. Já o futuro do atual mandatário dependerá do resultado das urnas. Se for bem-sucedido no pleito estadual, sentará na cadeira que hoje é ocupada pelo seu padrinho político, Geraldo Alckmin. Se não for, não poderá reaver a Prefeitura, conforme a reza a lei eleitoral, e terá de repensar sua trajetória política.


A pergunta que parte da população deve fazer é se a esperada troca de cadeiras no Executivo municipal é boa ou não para a cidade. Teoricamente, pelo fato de o partido de prefeito e vice ser o mesmo – o PSDB – não deve haver descontinuidade das políticas públicas. Afinal, boa parte dos cidadãos se sentiria traída se, a esta altura do “campeonato”, fossem colocadas em prática mudanças que fogem ao programa de governo escolhido por ela durante a eleição de 2016. Mas, inteligente que é, o jovem Covas sabe muito bem disso e já conta os dias para herdar aquilo que lhe é de direito. A julgar por sua bem-sucedida trajetória, tem potencial para tirar proveito de sua nova posição, trabalhando duramente para valorizar seu passe e projetar seu nome. Quem sabe, na hora certa e com a sensação de dever cumprido, deixará o prédio ao lado do Viaduto do Chá para voos ainda mais altos.

Prefeito afirmou que medida sugerida pela própria PM (Foto: Reprodução/Rede Social)

Cidade

O prefeito João Doria (PSDB) decidiu alterar o decreto que regulamenta a segurança de ex-prefeitos e garante a escolta de policiais por um ano após deixar o cargo. A medida agora só será válida a partir do próximo eleito, conforme publicado no Diário Oficial de ontem.

A medida causou polêmica porque o decreto poderia beneficiar Doria ainda neste ano, caso ele renuncie para ser candidato a governador do Estado de São Paulo. Ele retirou também o benefício para familiares dos prefeitos.

Doria tem que deixar a Prefeitura até 7 de abril para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes (Foto: Charles Sholl/ Raw Image/ AE)

Cidade

Em decisão que sacramentou o apoio a uma candidatura do prefeito de São Paulo, João Doria, para o Governo de São Paulo, o diretório estadual do PSDB decidiu, segunda, 05, manter as prévias tucanas para a sucessão de Geraldo Alckmin nos dias 18 e 25 de março.

Um grupo de parlamentares do PSDB vai inscrever o nome de Doria nas primárias tucanas. O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris, afirmou que o grupo vai apresentar o nome de Doria até o dia 13 de março. “Se os outros pré-candidatos não declinarem, vamos para as prévias”, disse o parlamentar.

O entorno de Doria aposta que ele será o único nome dos tucanos para o governo de São Paulo, contando com um amplo apoio entre os militantes e a desistência dos outros nomes. Após o grupo de parlamentares apresentar a inscrição do prefeito, o partido terá de consultá-lo para sacramentar sua decisão em ser candidato. O secretário estadual do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o cientista político Luiz Felipe d’Ávila e o ex-senador José Aníbal queriam adiar as prévias. 

Especialistas apontam ser preciso refazer o asfalto (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo fechou, somente no ano passado, 668 buracos por dia. O número é pouco mais de 22% superior ao registrado em 2016, quando foram tapadas, em média, 545 crateras ao dia. A Secretaria das Prefeituras Regionais não informou quanto foi gasto com o serviço nesses dois anos analisados.


O professor do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI, Creso Peixoto, explicou que a ocorrência de buracos tem a ver com a absorção de água. “Quando há infiltração, a capa asfáltica não responde como deveria quando os carros forçam as camadas”, afirmou.


De acordo com a professora de engenharia Maria Emília da Silva Oliveira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, vários fatores causam um buraco e a volta dele após um conserto. “Falta de manutenção, má qualidade dos materiais de reparo e mão-de-obra má qualificada estão entre eles”, disse. “As operações tapa-buraco são métodos paliativos”, ressaltou.


O engenheiro civil Marcos Timóteo, professor da Universidade de Guarulhos, concordou. “O tapa-buraco de hoje não é efetivo. Muitas vezes, eles são feitos duas ou três vezes no mesmo local ao longo de um ano”, disse.


Para Maria Emília, só há uma solução para acabar com o problema: o recapeamento. “Tem que se tirar as camadas que compõe o asfalto hoje e começar de novo, como se fosse a primeira vez”, afirmou

Ideia é dar maior fluidez ao trânsito paulistano (Foto: SECOM)

Cidade

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) lança, nesta sexta (16), um edital de chamamento público para receber estudos do setor privado para viabilizar a privatização da rede semafórica da capital paulista, que é da década de 1980. O foco é aumentar em até 25% o número de semáforos.

O objetivo é fazer um longo contrato de concessão no qual a empresa terá de investir em tecnologia para modernizar até 85% dos 6.399 semáforos de São Paulo, alvos constantes de vandalismo e apagões. O investimento necessário está estimado em R$ 1 bilhão.

Só 600 semáforos têm automação em tempo real, ou seja, o tempo de abertura e fechamento é controlado a distância de um centro de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os novos aparelhos também vão controlar a velocidade dos carros e farão a contagem dos veículos no cruzamento, o que, segundo a Prefeitura, permitirá modificar a programação para que os semáforos fiquem abertos mais ou menos tempo, conforme o trânsito da região.
O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, estima até 20% a mais de fluidez do trânsito com os semáforos inteligentes.

VEJA NOSSA EDIÇÃO DO DIA

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