Responsável por pichar o Pateo do Collegio, também havia pichado o Borba Gato (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

A Polícia Civil prendeu 45 pessoas na Capital, este ano, por conta de pichações. A informação foi encaminhada ao Metrô News após veiculação da matéria “Mutirão vai restaurar fachada de marco histórico”. Na semana passada, o padre Carlos Alberto Contieri, responsável pelo Pateo do Collegio, patrimônio histórico de São Paulo que foi pichado na madrugada de terça-feira, 10, afirmou que há dois anos solicita uma base da Guarda Civil Metropolitana ou da Polícia Militar no local, sem sucesso.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que o patrulhamento na região central é realizado pelo 45º Batalhão da Polícia Militar, “que emprega diferentes estratégias para o policiamento preventivo e ostensivo, incluindo a utilização de bases comunitárias em locais estratégicos como o Pateo do Collegio”. Na sexta-feira, 13, a SSP informou que prendeu João Luís Prado Simões França, de 33 anos, e a fotógrafa Isabela Tellerman Viana, de 23 anos, pela pichação do Pateo. O casal prestou depoimento e foi liberado. O terceiro suspeito segue foragido. 

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, nos últimos 12 meses foram aplicadas 118 multas no valor total de R$ 645 mil. As penas vão de acordo com a Lei nº 16.612, de 20 de fevereiro de 2017, que especificou multa de até R$ 10 mil ao município e a reparação do bem pichado.

Essa legislação é resultado do esforço da gestão João Doria (PSDB), que teve como uma das bandeiras principais a luta contra pichadores. O crime de pichação se enquadra tmabém na Lei dos Crimes Ambientais 9.605/98, que estipula pena de detenção de três meses a um ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano.

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Parte interior do Pateo já foi restaurada (Foto: Nelson Antoine/ AE)

Cidade

Mais duas pessoas suspeitas de participarem da pichação do Pateo do Collegio, na terça-feira, 10, foram identificadas pela Polícia Civil. Elas prestaram depoimento no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania na terça-feira, 17 , e depois foram liberadas.

Antes dos dois novos suspeitos, o casal João Luis Prado Simões França, de 33 anos, e Isabela Tellerman Viana, de 23, confessou a participação no crime. Eles picharam a frase “Olhai por nois” (sic) na fachada do marco histórico de São Paulo. Por conta do crime, ambos foram multados em R$ 10 mil.

Segundo o padre Carlos Alberto Contieri, responsável pelo Pateo do Collegio, pelo menos cinco pessoas teriam participado do ato premeditado de vandalizar a fachada do prédio. Enquanto duas pichavam e outra filmava, mais duas pessoas ficaram de vigia nas ruas paralelas.

Além do Pateo, o grupo também é suspeito de pichar o Monumento às Bandeiras, o muro do Estádio do Pacaembu, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a estátua do Borba Gato.

O processo de revitalização do Pateo do Collegio está em andamento por meio de um mutirão, mas ainda não há previsão para o término dos trabalhos. 

Autoridades e cidadãos precisam ter mais zelo pelo patrimônio público (Foto: Lucas Dantas)

Opinião

Em uma madrugada de 30 de novembro de 2016, dois patrimônios da cidade de São Paulo foram pichados com uma tinta látex nas cores rosa, verde claro e amarelo: o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera, e a estátua de Borba Gato, em Santo Amaro. O ato irresponsável e injustificável gerou discussão e um prejuízo de R$ 37 mil aos cofres da Prefeitura. A Secretaria de Segurança Pública se pronunciou, dizendo que a PM já fazia o policiamento ostensivo e preventivo nas áreas daqueles monumentos, mas se comprometeu a aumentar o patrulhamento no entorno. De prático é que os culpados não foram localizados e nem penalizados.

Agora é a vez do Pateo do Collegio, vandalizado na última terça-feira, 10. Sua fachada foi pichada com a frase “Olhai por nois”, com letras garrafais na cor vermelha. O que se ganha com tamanha barbaridade? Simpatia à causa, independentemente de qual seja, certamente que não é. Para o bem do casarão onde São Paulo começou a nascer, trata-se de um ponto de destaque na Capital, que, por conta da repercussão, receberá o cuidado que merece e logo recuperará o viço de outrora. Infelizmente, outras centenas de monumentos desta metrópole não têm a mesma sorte, e definham a céu aberto sem a atenção do poder público, que deveria zelar por eles. Impregnados pela tinta deixada por insensíveis à cultura e à memória desta cidade, estas obras expõem as marcas permanentes decorrentes, não do tempo, mas da estupidez humana.

Há lei contra esta espécie de crime, incluindo aí a previsão de pena de detenção por um tempo que varia de três meses a um ano, mais multa. O que falta mesmo é vigilância e punição, uma vez que os autores destes vandalismos dificilmente são identificados e devidamente enquadrados conforme a legislação. Não será surpresa se o mesmo acontecer com aqueles que emporcalharam o Pateo. Mas essa culpa não é só do Estado, que falha em zelar pelo patrimônio público. É também de parte da população e, principalmente, de um grupo específico de maus cidadãos, que precisam aprender a dar valor ao papel que cada um destes monumentos representa.

Restauração deve ser terminada até sexta-feira, 20 (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Dois dos envolvidos na pichação da fachada do Pateo do Collegio, no Centro Histórico de São Paulo, na última semana, foram multados em R$ 10 mil cada um. O casal foi ouvido pela Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira, 12. Um terceiro suspeito já foi identificado, mas ainda é procurado pela polícia.

O casal João Luis Prado Simões França, de 33 anos, e Isabela Tellerman Viana, de 23, confessou a participação no crime. Junto com um terceiro suspeito, eles picharam a frase "Olhai por nóis" (sic) na fachada do monumento paulistano.

O homem, conhecido como M.I.A, ("Massive Ilegal Arts", Artes Ilegais de Massa em tradução livre), é considerado o líder do grupo pela polícia e confessou ter participado de outras pichações a pontos importantes da cidade, como Monumento às Bandeiras e estátua do Borba Gato, em 2016, e muro do Estádio do Morumbi, em 2017.

A limpeza da fachada começou nesta segunda-feira, 16, e mais de 100 voluntários participam do processo de recuperação, que deve se estender até a sexta-feira, 20. O mutirão é organizado em turnos, das 7h às 12h e das 12h às 17h, e todo o material utilizado nas atividades foi cedido ou doado.

Ainda não se sabe se há outros suspeitos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Polícia Civil de São Paulo deteve na noite desta quinta-feira, 12, um casal suspeito de ter participado da pichação do Pateo do Collegio, na região central da capital. Na manhã da terça-feira, 10, o monumento histórico paulistano amanheceu pichado com a frase "Olhai por nóis" (sic).

De acordo com a Secretária de Segurança Pública (SSP), o casal também é suspeito de ter pichado o monumento das Bandeiras, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o Fórum Butantã.

A legislação municipal prevê, desde fevereiro do ano passado, multa de R$ 5 mil para quem for flagrado pichando muros públicos ou privados. Caso o alvo seja um monumento ou um bem tombado, o valor sobe para R$ 10 mil. A multa é dobrada em caso de reincidência.

Até a publicação desta matéria, a SSP não havia informado detalhes da prisão e nem se há outros possíveis suspeitos. De acordo com o órgão, haverá uma entrevista coletiva às 11h desta sexta-feira, 13, para que sejam dadas mais informações sobre o caso.

Imagens de câmeras de segurança mostram a ação de pelo menos dois vândalos na ação. Pelas filmagem, também é possível ver que moradores de rua estavam no local no momento do crime.

O Pateo do Collegio é um complexo histórico-cultural considerado o marco inicial da cidade de São Paulo. A construção pertence à Companhia de Jesus, ordem religiosa dos jesuítas.

Ato no Monumento às Bandeiras aconteceu em 2016 (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) de São Paulo divulgou nesta sexta-feira, 13, a identidade de dois dos três envolvidos na pichação do Pateo do Collegio, na madrugada de terça-feira, 10, no centro da cidade. Um deles, João Luís Prado Simões França, de 33 anos, é considerado o líder do grupo pela polícia e confessou ter participado de outros atos na cidade, como as pichações no Monumento às Bandeiras e na estátua do Borba Gato, em 2016, e o Estádio do Morumbi, em 2017. Ele é conhecido no meio pelo apelido "Mia".

Tanto França quanto a fotógrafa Isabela Tellerman Viana, de 23 anos, confessaram a participação no crime após serem presos. Eles foram liberados no mesmo dia e poderão sofrer pena de seis meses a um ano de prisão. Além deles, a polícia já identificou o terceiro envolvido, mas somente divulgará a identidade do homem após ele ser localizado.

Isabela foi a primeira a ser identificada pela polícia, após a investigação encontrar postagens nas redes sociais da jovem. Às 16 horas de quinta-feira, ela foi presa e declarou não ter participado de outros atos. Na manhã desta sexta-feira, contudo, a reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" encontrou duas postagens da garota na qual ela afirma ter participado de uma pichação no Estádio do Pacaembu, em 2017.

"Um ano lá atrás estávamos nós, mais uma madrugada animada ao lado do meu irmão da vida/papai das ações/parcerias nas produções MIA, bagunçando pela cidade, Chora Doria nos muros do Pacaembu", escreveu em seu perfil, que foi deletado na manhã desta sexta-feira.

Com Isabela, a polícia encontrou objetos utilizados em pichações, como um simulacro de uma arma, máscaras (de porco e de macaco), dois extintores de incêndio, latas de tintas e um catálogo de imagens dos atos do grupo, dentre outros. Além disso, a investigação obteve gravações feitas pelos próprios participantes em câmeras e celulares, que registram todos os bastidores do ato.

Segundo o delegado Marcos Galli Casseb, os três investigados se disfarçaram de moradores de rua para permanecer no Pateo do Collegio. Todo o ato foi filmado por Isabela, enquanto França fez a pichação com um extintor de incêndio adaptado. O terceiro envolvido acompanhava o trio e se desculpava aos moradores de rua que eram atingidos pela tinta. "Desculpa aí, rapaziada, isso aqui é contra o sistema", dizia.

Um vídeo anterior traz imagens do trio se encaminhando ao local dentro de um carro. Na gravação, eles comentam que precisarão "pedir licença" aos moradores de rua para fazer a pichação. "Sair riscando por isso eu acho deselegante", diz Isabela.

Em outro vídeo, eles discutem como será feita a ação. "O meu medo lá é ter câmera da GCM (Guarda Civil Metropolitana)", diz um deles. Além da pichação, as imagens trazem o grupo preparando o extintor de incêndio em um posto de gasolina, se encaminhando de carro e a pé até o Pateo do Collegio, fugindo do local e ouvindo jazz em um automóvel após concretizarem o ato.

Líder do grupo

França foi ouvido pela polícia acompanhado de dois advogados e confessou a participação em "diversos" atos semelhantes. Segundo o delegado Casseb, ele e Isabela alegam motivação ideológica, pois a história do Pateo do Collegio está ligada à catequização de indígenas.

Para o delegado, a verdadeira motivação dos envolvidos é mercantil, pois os atos eram fotografados e vendidos na internet e para galerias de arte. "Ainda há um grande material a ser analisado", disse durante coletiva de imprensa.

O delegado afirmou ainda que, como o caso é considerado um crime ambiental de natureza leve, os envolvidos devem ter a pena convertida pela Justiça para prestação de serviços. O único caso que poderia resultar em prisão é o de França, se o poder judiciário decidir somar as penas de todos as pichações que já cometeu. Além disso, os envolvidos poderão ser multados em R$ 10 mil pela Prefeitura de São Paulo.

Ainda não se sabe quanto tempo vai durar o trabalho de restauração (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

Começou na manhã desta segunda-feira, 16, a limpeza da fachada do Pateo do Collegio, no centro histórico de São Paulo, pichada na última semana com a frase "Olhai por Nóis (sic)". Dois dos envolvidos já foram identificados e confessaram o crime e a identidade de uma terceira pessoa é mantida em sigilo.

De acordo com informações da administração do Pateo do Collegio, os preparativos para a restauração tiveram início por volta das 6h. Após a montagem dos andaimes, a limpeza será realizada por voluntários que se dispuseram a ajudar.

Ainda não há previsão de quanto tempo irá durar a ação. A restauração exige cuidados especiais, já que o monumento é tombado como patrimônio histórico.

Segundo a instituição, todos os materiais utilizados na limpeza, como um andaime e uma lavadora, foram doados por pessoas e empresas. A Prefeitura de São Paulo se colocou à disposição, mas, de acordo com o Pateo do Collegio, não possuíam os materiais necessários.

Envolvidos

João Luís Prado Simões França, de 33 anos, e Isabela Tellerman viana, de 23, confessaram a participação no crime. O homem, conhecido como M.I.A, ("Massive Ilegal Arts" - Artes Ilegais de Massa, numa tradução livre), considerado o líder do grupo pela polícia, confessou ter participado de outras pichações pela cidade, como os atos no Monumento às Bandeiras e na estátua do Borba Gato, em 2016, e o Estádio do Morumbi, em 2017.

Por ser considerado um crime ambiental de natureza leve, os envolvidos podem ter a pena convertida pela Justiça em prestação de serviços. Segundo o delegado Marcos Galli Casseb, a ação de França pode resultar em prisão, caso o Poder Judiciário decida somar as penas das pichações que ele já cometeu. A Prefeitura de São Paulo ainda pode multar os envolvidos em R$ 10 mil.

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