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Tatuagens marcam corpos e também salvam vidas

20/04/2017 11:47 AM / Mari Cavalcante / Atualizado em 20/04/2017 11:47 am

A relações públicas Patrícia Saraiva, 30 anos, fez uma tatuagem há dois meses para indicar as alergias a iodo, e piroxicam, que considera as mais graves que possui.  Patrícia tem mais de dez alergias. A escolha de marcar a pele foi feita por segurança. “Acredito na proposta. É uma escolha oara a vida”, afirmou.

Conhecida como ‘Tatuagem do Bem’, a identificação de alergias e doenças em forma de tatuagem serve como alerta aos médicos e nos casos de emergência.

O motorista Fernando de Souza Pires, 30 anos, tem diabetes tipo 1 há 24 anos. Souza toma cinco injeções todos os dias. Antes da tatuagem, o motorista temia ser medicado de forma errada caso passasse mal. Ele trocou o papel onde informava que tinha diabetes por uma tatuagem. “Não é uma forma de expor a doença, é prevenção. É bonito. E me ajudou a superar a minha condição de saúde”, contou Souza.

Foto: Divulgação

Tattoo- Patrícia Saraiva tatuou suas três alergias em inglês (Foto: Divulgação)

Estética não é deixada de lado nas escolhas

O tatuador Sergio Led´s,  dono da Led´s Tattoo, faz as tatuagens do bem há 10 anos. Para ele, é um serviço de utilidade pública que pode salvar vidas. “Muitas pessoas não sabem ou não têm ideia de que isso pode ser feito”, afirmou o tatuador.

O profissional recomenda que os nomes dos componentes alérgicos sejam feitos no antebraço. “É um lugar estratégico. Em um momento de socorro costumam levantar o braço ou aplicar uma injeção”, explicou. O tatuador acredita que a marcação é facilmente identificada pelos profissionais de saúde.

A estética também não é deixada de lado. “É feita de forma profissional e com letras bem desenhadas”, disse o tatuador.