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Polícia desbarata célula de facção criminosa em SP

16/05/2017 10:50 AM / Mari Cavalcante / Atualizado em 16/05/2017 10:50 am

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada de ontem, a “Operação Inconfidência”, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), que desarticulou uma célula de uma facção criminosa a partir de um documento apreendido em Guarulhos, na Grande São Paulo. Dois homens foram presos em flagrante e outros sete, que já estavam detidos por tráfico de drogas e atuavam de dentro da cadeia, devem responder por associação criminosa. A ação mobilizou 280 policiais e 120 viaturas.

Foram emitidos 31 mandados de prisão, dos quais nove foram cumpridos, e mais 56 de busca e apreensão; 22 pessoas são consideradas foragidas. Os policiais apreenderam dois computadores, três quilos de maconha, um colete à prova de balas e cartas de detentos que emitiam ordens e pediam dinheiro aos familiares.

Força-tarefa – Ministério Público e Polícia Civil atuaram juntos no caso (Foto: Lucas Dantas)

Força-tarefa – Ministério Público e Polícia Civil atuaram juntos no caso (Foto: Lucas Dantas)

Força-tarefa – Ministério Público e Polícia Civil atuaram juntos no caso (Foto: Lucas Dantas)

Força-tarefa – Ministério Público e Polícia Civil atuaram juntos no caso (Foto: Lucas Dantas)

Presos eram os líderes

O libanês Mohamad Hassan Atris, conhecido como Hezbollah, e Michel Ferreira Barbosa, apelidado de Gordão, atuavam como líderes dentro da facção criminosa. Os suspeitos eram responsáveis, respectivamente, por gerenciar os pontos de tráfico da Cidade Tiradentes, na Zona Leste da Capital, e pelas execuções encomendadas pela facção. O nome da operação é uma alusão ao nome do bairro onde a operação foi deflagrada.

Investigação começou em Guarulhos

O delegado do 4º DP (Região Pimentas) Fernando Santiago, responsável pelo caso, informou que as investigações começaram há um ano, quando o casal Leandro Maurício Gomes, 33, e Karina Francisca de Lima, 28, foram presos, na Região de Bonsucesso, por atuarem como tesoureiros da facção criminosa. Com eles foram apreendidos documentos que continham nome de membros da facção criminosa.

“Conduzimos o caso a partir desses dados. Vamos analisar o material coletado para termos noção da quantidade financeira movimentada por essa célula”, afirmou Santiago. De acordo com o delegado, outras cinco fases da operação devem ocorrer nos próximos dias.