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Ter, Fev

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Salário é de $ 3.113 (Foto: Divulgação/metrosp_oficial)

Cidade

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está com inscrições abertas para o concurso referente a oito vagas de oficial de logística almoxarifado I, das quais uma é reservada para pessoa com deficiência. O salário inicial para o cargo é de R$ 3.113. O contrato é válido por um ano com possibilidade de renovação para o mesmo período.

Para participar é preciso ter cursado o ensino médio e ter carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B ou superior.  Além do salário, os contratados terão direitos aos benefícios de auxílios refeição e alimentação, bilhete de serviço, plano de saúde, previdência suplementar e seguro de vida em grupo (os últimos três são opcionais) 

A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha de português, informática, matemática e raciocínio lógico e conhecimentos específicos. O teste deve ser realizado no dia 8 de abril e os locais das provas serão divulgados pela organizadora do processo de seleção.

As inscrições para o processo seletivo estão abertas desde o dia 6 de fevereiro e se encerram em 6 de março. O cadastro pode ser feito site da Fundação Carlos Chagas – www.concursosfcc.com.br. O valor da taxa é de R$ 65. 

Secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga rechaça nova crise de abastecimento de água em SP (Foto: Divulgação/Sabesp)

Cidade

Nas ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, placas fixadas nas fachadas dos prédios lembram um drama recente na vida dos paulistanos: "Este condomínio utiliza água de reúso". Quatro anos após o início da crise hídrica paulista, mudanças forçadas nos hábitos de consumo de água feitas por moradores que temiam ou sofreram o racionamento viraram o principal antídoto contra uma nova estiagem severa.

"O consumo era alto porque a gente gastava muita água lavando o jardim, o pátio e a garagem. Quando a crise começou, fizemos um sistema de captação de água da chuva com 14 mil litros de capacidade e diminuímos em 30% o gasto com água", diz Reginaldo de Lima, de 60 anos, zelador de um condomínio com 40 apartamentos em Perdizes que montou sozinho uma estrutura para reaproveitar água pluvial nas áreas comuns do edifício.

Nos dois anos de crise hídrica, esse e outros métodos para reduzir o consumo - instalação de redutores de pressão em torneiras e chuveiros e de hidrômetros individuais, e abertura de poços artesianos - geraram um efeito permanente que poupou os mananciais e definiu um novo padrão de consumo de água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que, mesmo após dois anos do fim do racionamento, no início de 2016, o consumo na Região Metropolitana ainda é 15% menor do que era antes do início da seca que assolou o Cantareira, o maior manancial paulista, em fevereiro de 2014, quando a empresa lançou o programa de desconto na conta para quem reduzisse o gasto.

Hoje, a Sabesp produz 60,9 mil litros por segundo para atender 21 milhões de pessoas na Grande SãoPaulo. Há quatro anos, a demanda era de 71,4 mil l/s. O volume "poupado" - 10,5 mil l/s - seria o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas por dia ou encher quase duas represas Guarapiranga por ano, com 326 bilhões de litros. No auge da crise, em 2015, a produção caiu até 53,2 mil litros por segundo, com o racionamento que chegou a durar 15 horas por dia.

Indicador

Um outro indicador da Sabesp mostra que, de fato, um novo padrão de consumo de água se estabeleceu depois da crise. Isso porque o gasto médio per capita na Grande São Paulo em 2017 foi de 129 litros por habitante/dia, o mesmo índice de 2016, o primeiro pós-racionamento. Em 2013, antes da crise, esse índice era de 169 litros por habitante/dia, 31% maior.

"Durante a crise houve um posicionamento muito importante da população, que passou a consumir menos água e a ter hábitos diferentes. No pós-crise, essa economia continuou e os números mostram que houve uma mudança de hábito da população. É um legado da crise", diz o secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

O prédio onde a aposentada Cleonice Lima Boiati, de 62 anos, é síndica, no Cambuci, zona sul, é um exemplo. Em 2014, ela promoveu uma ação caça-vazamento nos 36 apartamentos e nas áreas comuns e alterou o sistema de limpeza da piscina, o que fez consumo cair de 498 mil litros por mês para 286 mil, queda de 42%. E os condôminos colhem até hoje o resultado financeiro da mudança. "Isso fez toda a diferença porque mesmo com esses aumentos todos que tiveram na conta de água a gente ainda paga menos do que há quatro anos."

Para Raquel Tomasini, Gerente da Lello Condomínios, que administra 2,5 mil condomínios na Grande São Paulo, a economia financeira com as ações de redução de consumo de água, que representa até 20% do gasto total dos prédios, estimula síndicos e condôminos. "Essas mudanças de hábitos impactaram de forma positiva nas despesas dos condomínios. E nesse período de crise econômica, desemprego e aumento da inadimplência, os zeladores fazem até vigília do hidrômetro para monitorar o consumo e não deixar a conta aumentar", afirma.

Nenhuma das quatro obras estruturantes foi entregue

Quatro anos após o início da pior estiagem nos mananciais paulistas em oito décadas, nenhuma das quatro grandes obras estruturantes planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para dar mais segurança hídrica à Região Metropolitana foi concluída

Duas delas - o novo Sistema Produtor São Lourenço, no Vale do Ribeira, e a transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira - estão previstas para serem entregues no mês que vem e devem aumentar em 11,5 mil litros por segundo a capacidade de produção de água na Grande SãoPaulo, o suficiente para abastecer quase 3,5 milhões de pessoas.

Já a captação de água no Rio Itapanhaú, que abastece o litoral paulista, e a construção de duas barragens na região de Campinas sequer saíram do papel. A primeira obra acabou de ser contratada e deve ser concluída em 2019. Já a segunda ainda está em fase de contratação pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee)

Para o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, mesmo com as obras ainda não concluídas, o atual cenário hídrico afasta qualquer possibilidade de uma nova crise de abastecimento de água em São Paulo.

Comerciantes estão assustados e fazem alerta a pedestres: "Não andem com celular na mão"

Cidade

Quem frequenta a Praça da República, na região central de São Paulo, reclama que ultimamente aumentou o número de assaltos provocados pelas "gangues de bike". 

O morador da região Edson Olímpio flagrou um dos assaltos. Na gravação feita por ele, é possível ver os jovens de bicicleta passarem em frente à Praça da República, no sentido da Consolação. De repente, eles retornam pelo mesmo caminho, em velocidade maior, arriscando-se entre os carros. Em seguida, duas mulheres aparecem correndo. Uma delas chamou a viatura da Polícia Militar que segue em busca dos assaltantes.

Olímpio passa pela região quatro vezes por semana. "Flagrei a ação de menores que circulam de bicicleta na praça. Eles ficam rodando de bike de um lado para o outro observando as pessoas distraídas para roubarem o celular", revelou.

Comerciantes da região também estão assustados com o número de assaltantes usando bikes. "Algumas pessoas costumam andar pela praça com o celular na mão. Já vi casos de um ladrão de bike bater o guidão no braço de uma pessoa para tentar pegar o celular. Em uma das vezes, só não conseguiu levar o aparelho porque o celular caiu no chão. As pessoas ficam assustadas, mas já fica o alerta para não andar com celular na mão por aqui", alertou a vendedora Paula Ferreira.

A Polícia Civil informa que são realizadas operações mensais na região da Praça da República para combater os crimes contra o patrimônio na área. Em 2017, foram realizadas 902 prisões em flagrante com 1.002 pessoas presas, além de 2.059 telefones celulares recuperados.

"Por meio do trabalho investigativo, também foi possível promover 302 reconhecimentos fotográficos, além de 315 esclarecimentos com o reconhecimento de criminosos por parte de vítimas e testemunhas", destacou a nota.

A Polícia Militar acrescenta que o policiamento ostensivo e preventivo na região é realizado pelo 7º BPM/M, por meio dos programas: Policiamento Comunitário, Radiopatrulhamento, Patrulhamento com bicicletas, Rocam (Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas), além da Atividade Delegada.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo ressalta a importância do registro do boletim de ocorrência para a devida apuração dos casos.

Enquanto a Mogi-Bertioga permanece interditada, Anchieta e Imigrantes são alternativas (Foto: Reprodução/DER-SP)

Cidade

A Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) segue interditada na manhã desta segunda-feira (19) depois que uma queda de barreira, na última sexta-feira, 16, provocou o bloqueio no Km 82. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), que administra a via, ainda não há previsão para liberação.
 

Na sexta-feira, após a queda de barreira, houve desvio e interdição do tráfego no Km 69. Desde então, máquinas trabalham para retirar terra, pedras e árvores do local. No sábado, 17, a rodovia ficou interditada também nos quilômetros 87 e 88,5. Na manhã desta segunda-feira, a via permanecia totalmente interditada do Km 69 ao Km 98.

Segundo o DER-SP, a limpeza está praticamente concluída e engenharias realizam uma avaliação no local para verificar se há risco de novas quedas de barreiras ou se o asfalto está danificado, por exemplo. Dependendo dos resultados da avaliação, a rodovia poderá ser liberada ou passar por obras.

Para quem utilizaria a Mogi-Bertioga, o DER recomenda como alternativas o Sistema Anchieta-Imigrantes, rodovias do Tamoios ou Oswaldo Cruz.

Cantora fez show com discurso político na Avenida Paulista (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Na despedida do carnaval de São Paulo, a cantora Daniela Mercury agitou neste domingo (18) os foliões com um show com cara de carnaval, mas que também lembrou de importantes questões políticas. O bloco se apresentou por mais de cinco horas.

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na área central da capital, o trio Pipoca da Rainha começou a se apresentar às 15h30 com um público que cobria toda a extensão da via. Daniela começou o show dizendo que se considera "soteropaulistana" e que ama a cidade. 

Com a Paulista aberta neste domingo, a primeira música cantada por Daniela foi "O Canto da Cidade", que virou marca da ocupação dos espaços públicos de São Paulo. Foi ovacionada pelo público. Daniela também ressaltou que "o povo precisa se juntar e se conscientizar neste ano eleitoral" e cantou o lançamento do ano passado, "Samba Presidente". Era aplaudida e acompanhada em coro pela plateia.

A cantora continuou a apresentação debaixo de uma garoa fina, protegida por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. Em cima do trio estava sua mulher, a jornalista Malu Verçosa. 

Ana Paula dos Santos, de 25 anos, acompanhou o pré, o carnaval e o pós e não quis perder Daniela. "O Pipoca da Rainha é uma tradição em São Paulo. Nosso carnaval está crescendo e cada vez melhor. Ainda não é como Salvador, mas chegamos lá."

A Secretaria das Prefeituras Regionais estimou neste domingo que 12 milhões de pessoas tenham participado do carnaval paulistano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

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Salário é de $ 3.113 (Foto: Divulgação/metrosp_oficial)

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A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está com inscrições abertas para o concurso referente a oito vagas de oficial de logística almoxarifado I, das quais uma é reservada para pessoa com deficiência. O salário inicial para o cargo é de R$ 3.113. O contrato é válido por um ano com possibilidade de renovação para o mesmo período.

Para participar é preciso ter cursado o ensino médio e ter carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B ou superior.  Além do salário, os contratados terão direitos aos benefícios de auxílios refeição e alimentação, bilhete de serviço, plano de saúde, previdência suplementar e seguro de vida em grupo (os últimos três são opcionais) 

A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha de português, informática, matemática e raciocínio lógico e conhecimentos específicos. O teste deve ser realizado no dia 8 de abril e os locais das provas serão divulgados pela organizadora do processo de seleção.

As inscrições para o processo seletivo estão abertas desde o dia 6 de fevereiro e se encerram em 6 de março. O cadastro pode ser feito site da Fundação Carlos Chagas – www.concursosfcc.com.br. O valor da taxa é de R$ 65. 

Secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga rechaça nova crise de abastecimento de água em SP (Foto: Divulgação/Sabesp)

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Nas ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, placas fixadas nas fachadas dos prédios lembram um drama recente na vida dos paulistanos: "Este condomínio utiliza água de reúso". Quatro anos após o início da crise hídrica paulista, mudanças forçadas nos hábitos de consumo de água feitas por moradores que temiam ou sofreram o racionamento viraram o principal antídoto contra uma nova estiagem severa.

"O consumo era alto porque a gente gastava muita água lavando o jardim, o pátio e a garagem. Quando a crise começou, fizemos um sistema de captação de água da chuva com 14 mil litros de capacidade e diminuímos em 30% o gasto com água", diz Reginaldo de Lima, de 60 anos, zelador de um condomínio com 40 apartamentos em Perdizes que montou sozinho uma estrutura para reaproveitar água pluvial nas áreas comuns do edifício.

Nos dois anos de crise hídrica, esse e outros métodos para reduzir o consumo - instalação de redutores de pressão em torneiras e chuveiros e de hidrômetros individuais, e abertura de poços artesianos - geraram um efeito permanente que poupou os mananciais e definiu um novo padrão de consumo de água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que, mesmo após dois anos do fim do racionamento, no início de 2016, o consumo na Região Metropolitana ainda é 15% menor do que era antes do início da seca que assolou o Cantareira, o maior manancial paulista, em fevereiro de 2014, quando a empresa lançou o programa de desconto na conta para quem reduzisse o gasto.

Hoje, a Sabesp produz 60,9 mil litros por segundo para atender 21 milhões de pessoas na Grande SãoPaulo. Há quatro anos, a demanda era de 71,4 mil l/s. O volume "poupado" - 10,5 mil l/s - seria o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas por dia ou encher quase duas represas Guarapiranga por ano, com 326 bilhões de litros. No auge da crise, em 2015, a produção caiu até 53,2 mil litros por segundo, com o racionamento que chegou a durar 15 horas por dia.

Indicador

Um outro indicador da Sabesp mostra que, de fato, um novo padrão de consumo de água se estabeleceu depois da crise. Isso porque o gasto médio per capita na Grande São Paulo em 2017 foi de 129 litros por habitante/dia, o mesmo índice de 2016, o primeiro pós-racionamento. Em 2013, antes da crise, esse índice era de 169 litros por habitante/dia, 31% maior.

"Durante a crise houve um posicionamento muito importante da população, que passou a consumir menos água e a ter hábitos diferentes. No pós-crise, essa economia continuou e os números mostram que houve uma mudança de hábito da população. É um legado da crise", diz o secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

O prédio onde a aposentada Cleonice Lima Boiati, de 62 anos, é síndica, no Cambuci, zona sul, é um exemplo. Em 2014, ela promoveu uma ação caça-vazamento nos 36 apartamentos e nas áreas comuns e alterou o sistema de limpeza da piscina, o que fez consumo cair de 498 mil litros por mês para 286 mil, queda de 42%. E os condôminos colhem até hoje o resultado financeiro da mudança. "Isso fez toda a diferença porque mesmo com esses aumentos todos que tiveram na conta de água a gente ainda paga menos do que há quatro anos."

Para Raquel Tomasini, Gerente da Lello Condomínios, que administra 2,5 mil condomínios na Grande São Paulo, a economia financeira com as ações de redução de consumo de água, que representa até 20% do gasto total dos prédios, estimula síndicos e condôminos. "Essas mudanças de hábitos impactaram de forma positiva nas despesas dos condomínios. E nesse período de crise econômica, desemprego e aumento da inadimplência, os zeladores fazem até vigília do hidrômetro para monitorar o consumo e não deixar a conta aumentar", afirma.

Nenhuma das quatro obras estruturantes foi entregue

Quatro anos após o início da pior estiagem nos mananciais paulistas em oito décadas, nenhuma das quatro grandes obras estruturantes planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para dar mais segurança hídrica à Região Metropolitana foi concluída

Duas delas - o novo Sistema Produtor São Lourenço, no Vale do Ribeira, e a transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira - estão previstas para serem entregues no mês que vem e devem aumentar em 11,5 mil litros por segundo a capacidade de produção de água na Grande SãoPaulo, o suficiente para abastecer quase 3,5 milhões de pessoas.

Já a captação de água no Rio Itapanhaú, que abastece o litoral paulista, e a construção de duas barragens na região de Campinas sequer saíram do papel. A primeira obra acabou de ser contratada e deve ser concluída em 2019. Já a segunda ainda está em fase de contratação pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee)

Para o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, mesmo com as obras ainda não concluídas, o atual cenário hídrico afasta qualquer possibilidade de uma nova crise de abastecimento de água em São Paulo.

Comerciantes estão assustados e fazem alerta a pedestres: "Não andem com celular na mão"

Cidade

Quem frequenta a Praça da República, na região central de São Paulo, reclama que ultimamente aumentou o número de assaltos provocados pelas "gangues de bike". 

O morador da região Edson Olímpio flagrou um dos assaltos. Na gravação feita por ele, é possível ver os jovens de bicicleta passarem em frente à Praça da República, no sentido da Consolação. De repente, eles retornam pelo mesmo caminho, em velocidade maior, arriscando-se entre os carros. Em seguida, duas mulheres aparecem correndo. Uma delas chamou a viatura da Polícia Militar que segue em busca dos assaltantes.

Olímpio passa pela região quatro vezes por semana. "Flagrei a ação de menores que circulam de bicicleta na praça. Eles ficam rodando de bike de um lado para o outro observando as pessoas distraídas para roubarem o celular", revelou.

Comerciantes da região também estão assustados com o número de assaltantes usando bikes. "Algumas pessoas costumam andar pela praça com o celular na mão. Já vi casos de um ladrão de bike bater o guidão no braço de uma pessoa para tentar pegar o celular. Em uma das vezes, só não conseguiu levar o aparelho porque o celular caiu no chão. As pessoas ficam assustadas, mas já fica o alerta para não andar com celular na mão por aqui", alertou a vendedora Paula Ferreira.

A Polícia Civil informa que são realizadas operações mensais na região da Praça da República para combater os crimes contra o patrimônio na área. Em 2017, foram realizadas 902 prisões em flagrante com 1.002 pessoas presas, além de 2.059 telefones celulares recuperados.

"Por meio do trabalho investigativo, também foi possível promover 302 reconhecimentos fotográficos, além de 315 esclarecimentos com o reconhecimento de criminosos por parte de vítimas e testemunhas", destacou a nota.

A Polícia Militar acrescenta que o policiamento ostensivo e preventivo na região é realizado pelo 7º BPM/M, por meio dos programas: Policiamento Comunitário, Radiopatrulhamento, Patrulhamento com bicicletas, Rocam (Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas), além da Atividade Delegada.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo ressalta a importância do registro do boletim de ocorrência para a devida apuração dos casos.

Enquanto a Mogi-Bertioga permanece interditada, Anchieta e Imigrantes são alternativas (Foto: Reprodução/DER-SP)

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A Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) segue interditada na manhã desta segunda-feira (19) depois que uma queda de barreira, na última sexta-feira, 16, provocou o bloqueio no Km 82. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), que administra a via, ainda não há previsão para liberação.
 

Na sexta-feira, após a queda de barreira, houve desvio e interdição do tráfego no Km 69. Desde então, máquinas trabalham para retirar terra, pedras e árvores do local. No sábado, 17, a rodovia ficou interditada também nos quilômetros 87 e 88,5. Na manhã desta segunda-feira, a via permanecia totalmente interditada do Km 69 ao Km 98.

Segundo o DER-SP, a limpeza está praticamente concluída e engenharias realizam uma avaliação no local para verificar se há risco de novas quedas de barreiras ou se o asfalto está danificado, por exemplo. Dependendo dos resultados da avaliação, a rodovia poderá ser liberada ou passar por obras.

Para quem utilizaria a Mogi-Bertioga, o DER recomenda como alternativas o Sistema Anchieta-Imigrantes, rodovias do Tamoios ou Oswaldo Cruz.

Cantora fez show com discurso político na Avenida Paulista (Foto: Reprodução/Facebook)

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Na despedida do carnaval de São Paulo, a cantora Daniela Mercury agitou neste domingo (18) os foliões com um show com cara de carnaval, mas que também lembrou de importantes questões políticas. O bloco se apresentou por mais de cinco horas.

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na área central da capital, o trio Pipoca da Rainha começou a se apresentar às 15h30 com um público que cobria toda a extensão da via. Daniela começou o show dizendo que se considera "soteropaulistana" e que ama a cidade. 

Com a Paulista aberta neste domingo, a primeira música cantada por Daniela foi "O Canto da Cidade", que virou marca da ocupação dos espaços públicos de São Paulo. Foi ovacionada pelo público. Daniela também ressaltou que "o povo precisa se juntar e se conscientizar neste ano eleitoral" e cantou o lançamento do ano passado, "Samba Presidente". Era aplaudida e acompanhada em coro pela plateia.

A cantora continuou a apresentação debaixo de uma garoa fina, protegida por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. Em cima do trio estava sua mulher, a jornalista Malu Verçosa. 

Ana Paula dos Santos, de 25 anos, acompanhou o pré, o carnaval e o pós e não quis perder Daniela. "O Pipoca da Rainha é uma tradição em São Paulo. Nosso carnaval está crescendo e cada vez melhor. Ainda não é como Salvador, mas chegamos lá."

A Secretaria das Prefeituras Regionais estimou neste domingo que 12 milhões de pessoas tenham participado do carnaval paulistano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

Mais Lidos

Apesar de ter motivos para comemorar por zerar a fila do Bolsa Família em São Paulo, o Ministério do Desenvolvimento Social e a Prefeitura de São Paulo terão de manter uma fiscalização ativa já que um em cada 11 benefícios bloqueados do programa é de uma família paulistana, conforme levantamento feito pelo MetrôNews com base em dados do próprio ministério.

Contribuiu para que o Brasil atingisse o recorde histórico de homicídios o fato de 2016 ter sido também o ano mais violento das polícias – civis e militares. As corporações foram responsáveis por 4.224 óbitos registrados durante operações, uma alta de 25,8% em relação a 2015 (quando houve 3,3 mil casos). Em 2009, o total foi de 2.177 registros do tipo. Especialistas acreditam que, apesar de haver confrontos em que o uso da força é legítimo, o dado indica que a atuação dos agentes tem sido excessiva. Por outro lado, o assassinato de policiais também está em alta, o que dificulta o trabalho dos agentes de segurança.

 

Em oito anos, 21.897 pessoas morreram em ocorrências que foram registradas como “decorrentes de intervenção policial”. Os casos têm de ser apurados para que a conduta do policial seja classificada como legítima ou excessiva, podendo fazer com que ele responda por homicídio. “Muitos casos não são investigados, então não sabemos em quantos deles os policiais usaram a força de forma legítima e em quantos o que aconteceu foi execução”, disse a diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

 

Pela primeira vez, a entidade levantou informações sobre as vítimas desse tipo de letalidade: 81,8% tinham entre 12 e 29 anos e 76,2% eram negras. “A juventude está muito vulnerável a esse tipo de ação policial”, acrescentou Samira.

 

Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rafael Alcadipani, a melhoria na segurança pública no País passa por adoção de políticas específicas contra o aumento da letalidade policial. “Hoje, as soluções adotadas são duas: ou a gente coloca dois policiais com cara de mau numa viatura ou a gente mata. Não temos nenhuma outra solução efetiva de segurança.”

 

Alcadipani classifica como “escândalo” os números. “Se matar resolvesse, o Brasil era o local mais seguro do mundo. Hoje a sociedade pede para matar e os comandos da polícia aceitam esses pedidos.”

 

O maior crescimento foi notado no Estado do Rio. De 2015 para o ano passado, os mortos pela polícia saltaram de 645 para 925. “Mas não é só lá. É uma tendência que se repete em outros Estados”, diz Samira. Em São Paulo, o número passou de 832 para 856. A maior taxa foi constatada no Amapá, onde houve 59 mortes por 100 mil habitantes em ações policiais.

 

Vítimas

 

A pesquisa também mostrou que o número de policiais assassinados está crescendo: 437 foram vítimas de homicídio em 2016, aumento anual de 17,5%. Entre as vítimas, 63% tinham de 30 a 49 anos.

 

“Isso mostra que a vítima não é aquele policial que acabou de sair da academia, mas um agente com certa experiência”, destaca Samira.

 

A maioria das mortes (70%) acontece quando eles estão fora de serviço. Os pesquisadores acreditam que parte das vítimas estava prestando serviço extra, o bico, para complementar a renda. A outra parte morre ao reagir a ocorrências de roubo, quando acabam sendo baleados. Uma terceira motivação é a execução planejada de agentes.

 

Reforço

 

A reportagem questionou a Secretaria da Segurança do Rio de Janeiro sobre o aumento, mas não obteve resposta sobre esse assunto. A pasta enviou uma nota em que comenta aspectos gerais do combate à criminalidade. “A secretaria tem como principais diretrizes a preservação da vida e da dignidade humana, o controle dos índices de criminalidade e a atuação qualificada e integrada das polícias”, afirma.

 

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo disse desenvolver ações para reduzir a letalidade, mas destacou que “a opção pelo confronto é sempre do criminoso”.

 

“A maior parte dos confrontos acontece nos casos em que policiais atuam para impedir roubos. Nos últimos cinco anos, cerca de 60% dos confrontos entre policiais militares e criminosos ocorreram nesta situação, na qual os criminosos estão armados e colocando a vida de pessoas em risco.”

Salário é de $ 3.113 (Foto: Divulgação/metrosp_oficial)

Cidade

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está com inscrições abertas para o concurso referente a oito vagas de oficial de logística almoxarifado I, das quais uma é reservada para pessoa com deficiência. O salário inicial para o cargo é de R$ 3.113. O contrato é válido por um ano com possibilidade de renovação para o mesmo período.

Para participar é preciso ter cursado o ensino médio e ter carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B ou superior.  Além do salário, os contratados terão direitos aos benefícios de auxílios refeição e alimentação, bilhete de serviço, plano de saúde, previdência suplementar e seguro de vida em grupo (os últimos três são opcionais) 

A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha de português, informática, matemática e raciocínio lógico e conhecimentos específicos. O teste deve ser realizado no dia 8 de abril e os locais das provas serão divulgados pela organizadora do processo de seleção.

As inscrições para o processo seletivo estão abertas desde o dia 6 de fevereiro e se encerram em 6 de março. O cadastro pode ser feito site da Fundação Carlos Chagas – www.concursosfcc.com.br. O valor da taxa é de R$ 65. 

A edição especial das moedas de R$ 1 com a temática das Olimpíadas de 2016 trouxe à tona a arte de colecionar moedas, tecnicamente conhecida como numismática. Para quem acha que é maluquice guardar moedas ou cédulas de dinheiro, a Sociedade Brasileira de Numismática estima que existam pelo menos 50 mil apaixonados pelo hobby no País.

Para iniciar este texto, vamos dar uma informação de extrema importância: com exceção da moeda de R$ 1 da bandeira olímpica, todas as demais praticamente valem o valor estampado. Isso porquê o preço de uma moeda colecionável é determinado pela cunhagem – sinônimo para tiragem dentro da numismática – e o estado de conservação, conforme explicou o especialista Bruno Pellizzari, gerente da Sulamérica Numismática, localizada no Centro de São Paulo.

Ainda que esta notícia possa desanimar quem guardou as moedas olímpicas, na esperança de fazer dinheiro, Pellizzari ressaltou que, para a numismática, esta coleção foi extremamente importante. “O lançamento das moedas olímpicas foi excelente porque trouxe para o nosso meio pessoas interessadas em colecionar moedas olímpicas. Depois disso, começaram a buscar coleções de moedas de ouro, prata, cobre e de períodos históricos do Brasil”, relatou.

No caso da moeda da bandeira olímpica, o valor de colecionador é mais alto porque apenas dois milhões de unidades foram produzidas, dez vezes menos do que as demais desta edição comemorativa. Se você achar uma dessas, pode ter certeza que algum colecionador terá interesse em negociar.

Iniciação – Especialista disse que coleções geralmente começam com peças referentes às Olimpíadas (Foto: Lucas Dantas) 

A moeda brasileira mais rara

Segundo Pellizzari, a moeda mais difícil de ser adquirida na coleção brasileira é a “peça da coroação” de Dom Pedro I, datada de 1822, feita de ouro e com valor de estimado em US$ 500 mil. “Foram feitas 64 moedas dessas, só que Dom Pedro I não gostou do desenho. Ele estava com o busto de imperador romano, mas queria um busto de militar”, explicou.

A maior parte das moedas da coroação de Dom Pedro I foi derretida por conta da insatisfação do monarca e, até o momento, apenas 14 conseguiram ser catalogadas pelos colecionadores.

Foto: Lucas Dantas

Como iniciar uma coleção

Bruno é um dos poucos profissionais com conhecimento numismático no mercado. Começou ainda na infância a guardar moedas e ouvia reclamações da família sobre o “absurdo” de se colecionar dinheiro. Segundo ele, o primeiro passo importante na aquisição de moedas colecionáveis é ter um catálogo numismático.

Estes livros trazem informações com texto e imagem sobre moedas históricas brasileiras e de outros países. É possível encontrar até mesmo o valor de barras de ouro históricas. Os preços dos catálogos variam entre R$ 50 a R$ 150.

O segundo passo é determinar o tipo de coleção. “Normalmente, o pessoal começa com as moedas olímpicas, depois passa para as moedas de real de todos os anos. Em seguida, parte para cruzeiros, cruzados, réis. Geralmente é uma coleção remissiva, começa no real e volta para outra época”, explicou.

Além das moedas nacionais, existem diversas outras edições especiais de outros países, como as moedas do horóscopo chinês, euros coloridos, edição comemorativa da Copa da Rússia, entre tantas outras.

Para Pelizzari, independentemente da escolha, o colecionador também vai aprimorar seus conhecimentos históricos. “É como se eu sentisse a história em minhas mãos. Toda moeda tem uma carga histórica e cultural”, ressaltou.

Foto: Lucas Dantas
 

Foto: Lucas Dantas

 

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

Mais de 6,8 mil itens são perdidos mensalmente no Metrô de São Paulo. Em sua maioria, documentos, que completam quase 63% do total de itens. O número já supera a média mensal registrada no ano passado, de 6,6 mil objetos – no total de 2016, foram 80 mil artefatos enviados à Central de Achados e Perdidos. O índice de recuperação era de 24% e teve uma pequena queda para 22% este ano. 

Segundo Marcos Borges, coordenador de Atendimento e Serviços ao Usuário do Metrô, a taxa ainda é baixa. “As pessoas acabam não acreditando que existe uma consciência boa, que vá entregar um objeto achado para os funcionários”, disse. De acordo com ele, qualquer trabalhador, desde o setor de limpeza até a segurança, está treinado para agir. 

O pequeno espaço da central não estava lotado, como costuma ficar, no dia em que a reportagem visitou o local, pois os itens ficam por dois meses disponíveis ali, até que são entregues ao Fundo Social de Solidariedade do Estado, que decide a destinação de cada material. 

Dentre o que foi encontrado pelo Metrô News, muitos documentos, celulares, carteiras, mochilas e bolsas. “É importante destacar que os usuários podem confiar e devem nos procurar sempre que precisarem de ajuda, seja encontrando um item ou procurando por algo”, explicou o coordenador. Hoje o Metrô conta com 4,5 milhões de usuários por dia.

Inusitado – Até próteses de perna foram esquecidas por usuários do Metrô de São Paulo recentemente (Foto: Lucas Dantas)

 

Espada e até máquina de escrever 

Dentaduras, próteses de perna, um alcorão escrito em árabe e intacto, uma espada com inscrições japonesas, um violão elétrico, algemas e várias muletas. Tudo isso está dentre os objetos perdidos nos vagões do Metrô. “Tem algumas histórias engraçadas”, alerta o coordenador Marcos Borges, enquanto entra na sala. 

Ele contou que um dos acontecimentos mais hilários foi quando um senhor procurou o espaço questionando sobre uma dentadura. Depois de algumas perguntas e um teste feito pelo próprio usuário, finalmente ele teria encontrado o objeto desejado e levou de volta a sua preciosa prótese dentária. “Só que ele retornou, três dias depois, para devolver. Não era a dele, que nunca foi achada”, contou, gargalhando, o coordenador.

 

Documentos são maioria 

Os objetos mais encontrados são cartões, documentos, bilhetes de transporte, artigos de papelaria, artigos pessoais e peças de vestuário. Só que algumas coisas são bem curiosas: no alto de uma prateleira, um isopor de motoboy, com a inscrição do Uber Eats, aguarda o dono talvez voltar para recuperá-lo.

 

Despercebido – Dentaduras e instrumentos musicais são esquecidos (Foto: Lucas Dantas)

  

Foto: Lucas Dantas

 

Consulta informatizada 

A Central de Achados e Perdidos do Metrô foi inaugurada em 15 de junho de 1975, na estação São Judas da Linha 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi). Em 1981, o posto foi transferido para a estação Sé, onde permanece até hoje. O local conta com um sistema informatizado, que permite a consulta de um item esquecido a partir de qualquer estação.

  

Foto: Lucas Dantas

 

Falta atenção 

De acordo com a professora do curso de Psicologia da Universidade UNG, Solange Rodrigues Martins Camargo dos Santos, os smartphones são os “vilões” das distrações. “Se tem gente que é até atropelada na rua porque não presta atenção ao trânsito, imagina esquecer um documento no Metrô? Isso distrai muito e a nossa memória precisa de atenção. Se a pessoa não está focada no que ocorre à sua volta, vai perder um monte de coisas mesmo”. O professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga, concordou. “No mundo moderno, com os acessórios eletrônicos, é muito mais fácil dispersar a atenção e perder as coisas”, falou. “O importante é que, mesmo em uma sociedade competitiva, em que todos querem ganhar, os objetos são devolvidos”, afirmou o especialista.

  

 

Quem procura, acha! 

O atendimento pessoal é feito na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 20h, e abrange todas as linhas, inclusive a Linha 4-Amarela. As consultas de documentos e objetos identificados também podem ser realizadas na Central de Informações do Metrô pelo telefone 0800-7707722, todos os dias, das 5h30 às 23h30, ou ainda pelo site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

 

Foto: Lucas Dantas 

  

Foto: Lucas Dantas

 

Foto: Lucas Dantas

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